HomeDESTAQUEA rede de lealdades que pode decidir eleições ao Palácio Iguaçu

A rede de lealdades que pode decidir eleições ao Palácio Iguaçu

Enquanto o governador Ratinho Junior (PSD) não oficializa qual pré-candidato apoiará à sua sucessão em 2026, ganham força vozes sugerindo que a imagem do líder pode se confundir com a própria causa. A rede de apoios, alianças e lealdades se forma e se fortalece em torno do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi (PSD).

Isso fica evidente no conjunto de apoios que orbitam o parlamentar. Nesta semana, Curi esteve com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e reforçou pessoalmente, junto ao presidente do Republicanos, Marcos Pereira, a possibilidade de transferência para o partido, viabilizando sua candidatura ao Palácio Iguaçu.

Em Brasília, também se encontrou com o presidente do MDB, Baleia Rossi, reafirmando o apoio que sustenta seu projeto político. A agenda da semana se encerrou com uma conversa no sábado, no Hotel Curitiba, com o apresentador e amigo Carlos Massa (Ratinho), pai do governador Ratinho Junior. O tema girou em torno do projeto nacional do governador, que desenha sua candidatura à Presidência, mas também abordou o cenário paranaense, marcado pela ansiedade em relação à demora de Ratinho Junior em oficializar seu candidato à sucessão estadual.

Há o candidato do coração e o candidato que se viabiliza dia a dia: o presidente da Assembleia. Com a proximidade do dia 4 de abril de 2026 — prazo para que os pretensos candidatos ao Legislativo e ao Executivo estadual se desencompatibilizem de seus cargos — o jogo político ganha novas formas, e cada ator busca consolidar seu espaço.

O secretário de Sustentabilidade do Governo do Estado, Rafael Greca (PS D), insatisfeito com a falta de espaço na sombra do líder, mantém contatos com o deputado federal Ricardo Barros (Progressistas), numa expectativa de racha entre UB e PP. O cenário favoreceria uma união em torno de Alexandre Curi, com Greca como um de seus apoiadores mais afinados.

Se o projeto se consolidar, a possível chapa Curi-Greca teria mais tempo de televisão e força eleitoral. Greca soma influência na capital e região metropolitana, enquanto Curi, com partidos estruturados e centenas de prefeitos, se posicionaria para enfrentar a chamada quarta via, representada pelo senador Sergio Moro.

Em suas viagens, Alexandre Curi afirma que, na política, lealdade é uma virtude rara e valiosa. “O político leal é aquele que não abandona seu líder nos momentos difíceis”, costuma dizer.

Em entrevista concedida neste fim de semana, Curi reiterou sua lealdade a Ratinho Junior. Nas entrelinhas, sugeriu um cenário ainda pouco comentado nos bastidores: caso seja escolhido como candidato e eleito, poderia propor ao então futuro governador Darci Piana assumir por apenas quatro anos — período em que presidiria a Alep — abrindo caminho para que Ratinho Junior retome o governo em 2030, caso não se eleja presidente da República.

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