Investimento bilionário e parcerias estratégicas marcam início da gestão privada do canal aquaviário do Porto de Paranaguá
O Paraná inicia 2026 com a definição dos próximos passos da concessão do Canal da Galheta, primeiro canal aquaviário privado do Brasil.
Confira a programação completa da concessão do Canal da Galheta
Janeiro de 2026: Discussão do cronograma e definição de próximos passos com representantes do Consórcio Canal Galheta Dragagem (CCGD).
Primeiro trimestre de 2026: Previsão para assinatura formal do contrato de concessão de 25 anos.
- 2027: Realização da primeira grande dragagem, condicionada à emissão da licença ambiental.
Visão estratégica do governo para a concessão do Canal da Galheta
A concessão do Canal da Galheta representa um marco na infraestrutura logística do Brasil e está diretamente ligada ao crescimento recorde do Porto de Paranaguá, que atingiu 73 milhões de toneladas movimentadas em 2025, número previsto inicialmente apenas para 2045. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou a importância desse momento, evidenciando o fortalecimento do porto com projetos paralelos como o novo píer em ‘T’ e o Moegão, a maior obra portuária em execução no país.
Esse contrato de concessão visa ampliar a capacidade operacional do canal, com foco na elevação do calado para 15,5 metros. Essa melhoria permitirá a entrada de navios de maior porte, otimizando a logística, aumentando a segurança na navegação e reduzindo custos para as empresas que utilizam o porto.
Parcerias locais e internacionais fortalecem o empreendimento
O consórcio vencedor do leilão, formado pela belga Deme Group e pela paranaense FTSPar, une a experiência internacional consolidada em dragagem com o conhecimento técnico e operacional local. A Deme Group, com mais de 150 anos de atuação e cerca de 20% do mercado mundial em dragagem, traz expertise de projetos complexos em ambientes portuários e marítimos.
Já a FTSPar possui quatro décadas de atuação nos portos do Paraná, garantindo domínio das particularidades logísticas da região. Essa sinergia entre empresas consolida a robustez do projeto e traz segurança para a execução do contrato, conforme ressaltado pelo presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Investimentos e impacto econômico da concessão
O contrato prevê um investimento total de R$ 1,23 bilhão ao longo de 25 anos para gestão, manutenção e ampliação do canal. Além disso, a outorga de aproximadamente R$ 276 milhões será integralmente aplicada em melhorias no próprio Porto de Paranaguá, ampliando os benefícios para o setor produtivo e o comércio exterior.
Indicadores rigorosos de desempenho e incentivos para antecipação das obras reforçam a busca por eficiência e agilidade no projeto. O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destaca que esta modelagem inédita no Brasil posiciona o porto para um futuro mais competitivo, com maior eficiência operacional e redução dos custos logísticos.
Desafios e perspectivas para a execução da concessão
Apesar do contrato ainda depender de licenciamento ambiental para iniciar a dragagem, já foram iniciados trabalhos preparatórios para obtenção das licenças necessárias. O diretor executivo da Deme Brasil, Disney Barroca Neto, ressaltou que a etapa atual é decisiva e que a articulação institucional entre governo, autoridade portuária e parceiros locais é fundamental para garantir o cumprimento do cronograma e o sucesso do empreendimento.
Com a assinatura prevista para breve, a concessão do Canal da Galheta materializa anos de planejamento e marca um novo ciclo de transformação na infraestrutura portuária do Paraná, consolidando-se como um projeto pioneiro e estratégico para o desenvolvimento econômico regional e nacional.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: AEN


