Plano estadual inclui construção de unidades em diversas regiões para descentralizar e modernizar a rede de saúde pública
Paraná investe em nove hospitais novos a partir de 2026 para ampliar leitos, descentralizar atendimentos e modernizar a saúde pública estadual.
Confira a programação das novas unidades hospitalares anunciadas para 2026
Bituruna: Hospital São Vicente de Paula – investimento de R$ 19,9 milhões com foco em urgência e emergência, articulado com hospital de referência em União da Vitória.
Nova Esperança: Novo Hospital Municipal de 2.739 m² e 38 leitos, com investimento de R$ 18,1 milhões, para descentralizar atendimentos de média complexidade da 15ª Regional de Saúde.
Foz do Iguaçu: Projeto de construção e ampliação hospitalar para aliviar pressão do Hospital Universitário do Oeste, referência regional.
Assis Chateaubriand: Desenvolvimento de hospital regional para atendimento público e SUS.
Cascavel: Ampliação e modernização hospitalar em perfil regional para reforçar a rede de saúde.
Paiçandu: Nova unidade hospitalar destinada a suprir demanda pelo crescimento populacional na região de Maringá.
Guaratuba: Hospital projetado para acompanhar crescimento populacional acelerado com a inauguração da nova ponte da cidade.
Matinhos: Hospital com 90 leitos, incluindo UTI, para atender demanda histórica do litoral do estado.
- Guaíra: Unidade com 84 leitos, estimativa de 3.024 atendimentos mensais, entre consultas, procedimentos e internações.
Contexto e impacto da construção de nove hospitais novos no Paraná
A implantação dos nove hospitais novos no Paraná a partir de 2026 representa o maior plano de reestruturação da saúde pública já realizado no estado. O secretário da Saúde, Beto Preto, destaca que o projeto visa acabar com o “turismo de ambulância”, em que pacientes e famílias precisavam percorrer longas distâncias em busca de atendimento especializado. A regionalização da saúde torna-se um pilar estratégico para garantir mais agilidade e qualidade no acesso aos serviços médicos, principalmente no interior do estado.
A escolha das cidades para receber as unidades hospitalares foi pautada pela análise do crescimento populacional, demandas reprimidas e necessidade de fortalecer a rede pública local e regional. Essa descentralização também desafoga hospitais de referência que hoje concentram atendimentos complexos, promovendo maior eficiência no sistema.
Histórico e investimentos na ampliação da rede hospitalar paranaense
Desde 2019, o Paraná vem realizando um esforço contínuo para renovar e expandir a rede hospitalar. Dez unidades já foram entregues, abrangendo cidades como Pinhais, Rio Branco do Sul, Guarapuava, Telêmaco Borba, Ivaiporã, Toledo, Cafelândia, Cornélio Procópio, Boa Vista da Aparecida e Maringá (Hospital da Criança). Em 2025, novas unidades entraram em funcionamento, e diversas obras estão em andamento em municípios como Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda.
O plano contempla um total de 90 obras hospitalares, entre construções novas, ampliações e reformas, inclusive em hospitais municipais e filantrópicos. Até o momento, 43 obras estão concluídas, com investimento total de R$ 132 milhões. Essas ações reforçam o compromisso do governo com a modernização da infraestrutura de saúde e a melhoria do atendimento à população.
Estrutura e equipe: o fortalecimento do atendimento regional
Os hospitais planejados terão estruturas modernas e equipadas para prestar atendimento em urgência, emergência e média complexidade, incluindo unidades de terapia intensiva (UTI). O investimento significativo em cada unidade contempla não só a infraestrutura física, mas também a qualificação das equipes de saúde para garantir serviços de alta qualidade.
Esse fortalecimento permite responder de forma mais adequada às necessidades locais, promovendo a saúde preventiva e assistencial integrada. Projetos estratégicos, como a Rede Mãe Paranaense e o apoio a centros especializados, complementam essa reestruturação, ampliando o alcance dos cuidados à população.
A regionalização como resposta à demanda crescente e à valorização do interior do Paraná
A política de regionalização da saúde aplicada pelo Estado busca corrigir desigualdades históricas no acesso aos serviços hospitalares. A construção dos nove hospitais novos é um avanço essencial para garantir que as pessoas tenham atendimento próximo de suas residências, reduzindo deslocamentos onerosos e riscos associados a viagens longas em situações de emergência.
Além disso, o plano contribui para o desenvolvimento socioeconômico das regiões atendidas, gerando empregos e fortalecendo o sistema público de saúde, fundamental para a garantia do direito universal à saúde no Paraná.
Fonte: parana.pr.gov.br


