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Atendimento à fauna silvestre cresce 61,3% no Paraná em 2025

Rede coordenada pelo Instituto Água e Terra amplia resgates e cuidados a animais silvestres em diversas regiões do estado

O atendimento à fauna silvestre no Paraná aumentou 61,3% em um ano, com mais de 6 mil registros em 2025, segundo o IAT.

Crescimento expressivo no atendimento à fauna silvestre no Paraná em 2025

O atendimento à fauna silvestre no Paraná aumentou 61,3% em 2025, com um total de 6.025 registros, segundo dados do Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável. Este aumento significativo demonstra o fortalecimento da rede de apoio dedicada à proteção e recuperação de animais silvestres em todo o estado.

Rede coordenada pelo Instituto Água e Terra amplia os atendimentos regionais

A rede de atendimento é composta por escritórios regionais do IAT e por entidades conveniadas, incluindo Centros de Atendimento à Fauna Silvestre (Cafs) e Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). Dos 6.025 atendimentos, 4.189 foram realizados pelos escritórios regionais, equivalendo a 69,5% do total, enquanto 1.836 procedimentos ocorreram em parceira com entidades especializadas.

Destaques regionais: Londrina e Curitiba lideram resgates

Entre as regiões, o Centro Universitário Filadélfia (Unifil), em Londrina, destacou-se como o principal polo de atendimento, com 1.169 animais socorridos, representando aproximadamente 19% do total estadual. A sede do IAT em Curitiba realizou 977 resgates. Outras regiões com números expressivos incluem Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Umuarama, evidenciando a abrangência da rede em diferentes biomas do Paraná.

Perfil dos animais atendidos e importância da educação ambiental

A maior parte dos animais atendidos foi composta por aves, totalizando 4.111 indivíduos, ou 68% do total. Mamíferos e répteis também foram atendidos em número significativo, com 1.421 e 491 animais, respectivamente. A bióloga Nathalia Colombo, da Diretoria do Patrimônio Natural do IAT, destaca que a convivência harmoniosa entre humanos e fauna exige estratégias educativas e práticas de manejo que minimizem conflitos, promovendo a proteção da biodiversidade.

Funcionamento e papel dos Centros de Atendimento à Fauna Silvestre

De acordo com a Instrução Normativa 06 de 2025, os Cafs são espaços preparados para receber, identificar, tratar e reabilitar animais silvestres resgatados. O tempo de permanência varia conforme a necessidade de recuperação, e o destino dos animais pode ser a soltura em habitat natural ou encaminhamento para empreendimentos licenciados quando a reintegração não é viável. Os procedimentos incluem avaliação, tratamento veterinário, uso de medicações, curativos e cirurgias, garantindo cuidados especializados.

Estrutura da rede de apoio e parcerias estratégicas

A rede do Paraná engloba o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), cinco Cafs em convênio com instituições de ensino, e parcerias com o Parque das Aves em Foz do Iguaçu, a Prefeitura de Curitiba e o instituto ambiental Klimionte em Ponta Grossa. Essa estrutura integrada fortalece as ações de proteção ambiental no estado.

Como a população pode colaborar com a proteção da fauna silvestre

O IAT orienta que, ao avistar animais silvestres feridos ou atividades suspeitas, a população deve entrar em contato imediatamente pela Ouvidoria do Instituto ou pelo Disque Denúncia 181. Informações detalhadas sobre a localização e situação dos animais auxiliam o atendimento rápido e eficaz, contribuindo para a preservação da fauna local.

O aumento no atendimento à fauna silvestre no Paraná reflete o compromisso do Estado com a conservação ambiental e a ampliação da rede de proteção, essencial para o equilíbrio dos ecossistemas e a manutenção da biodiversidade.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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