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Pesquisa mostra que 80% dos paranaenses não sabem em quem votar para o Governo do Estado

Enquanto marketeiros e assessorias de alguns candidatos políticos soltam foguetes e distribuem cards de vitória nas redes sociais – o mesmo espetáculo de sempre – os paranaenses estão alheios ou literalmente perdidos em relação em quem votar para o Governo do Estado em 2026. Perto de 80%  (79,9%) não sabe em quem votar, segundo mostra pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Paraná Pesquisa, no cenário “espontâneo” ,que ouviu l.500 eleitores nos primeiros dias de março.

Portanto, candidatos e marqueteiros comemoram números de pesquisas como se a eleição estivesse decidida. Só esquecem de olhar para o dado mais revelador de todos.

Na pesquisa espontânea, 75,9% dos eleitores paranaenses dizem não saber em quem votar. Ou seja, antes de qualquer lista de nomes, antes de qualquer empurrão do entrevistador, três em cada quatro eleitores simplesmente não têm candidato na cabeça. É um número que desmonta discursos de favoritismo e revela uma verdade incômoda: a eleição ainda não começou de fato para a maioria da população.

É aí que entra a diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada. A espontânea mede presença política real. É quando o eleitor lembra do candidato sem ajuda. Já a estimulada funciona quase como um “cardápio eleitoral”: o entrevistador apresenta os nomes e o eleitor escolhe um deles naquele momento.

Por isso, quando campanhas começam a soltar foguetes porque aparecem na frente em cenários estimulados, convém olhar o quadro completo. Se 75,9% não sabem em quem votar espontaneamente, o que existe hoje não é liderança consolidada — é apenas lembrança momentânea.

Em outras palavras: é mais marketing do que voto.

Esse cenário também expõe outro fato relevante. O eleitor paranaense ainda está distante da disputa. A política está falando sozinha, entre gabinetes, partidos e estratégias de comunicação. A população, em grande parte, ainda nem entrou na conversa.

Quem hoje aparece bem colocado pode evaporar quando a campanha começar de verdade. E quem mal pontua pode crescer se conseguir ocupar espaço no debate público.

Por isso, talvez o dado mais importante da pesquisa não seja quem lidera. É justamente o contrário: o tamanho do vazio eleitoral.

Vazio é território disputado.

Este mesmo cenário de indecisão ou falta de conhecimento é verificado também quando, na espontânea, os entrevistados revelaram 86,9% não opinaram ou não sabem em qual candidato votar para o Senado. Na estimulada, Alvaro Dias (MDB) aparece com 49,6%, Alexandre Curi , 33,7%, Gleisi HGoffmann, 24,1%, Filipe Barros, 23,7% e Cristina Graeml, 23,1%.

Na estimulada para o Palácio Iguaçu, o senador Sergio Moro (UB) segue na frente com 44% (na espontânea soma apenas 5,9%), Jatinho Junior, que sequer é candidato, aparece com 5,3% na espontânea. Requião Filho (PDT) está em segundo com 23,1%, Alexandre Curi (PSD) tem 11,3% e Guto Silva, 4,3%.

No Cenário 02 de primeiro turno, o senador Sergio Moro (União Brasil) aparece com 40,1% das intenções de voto. Na disputa pela segunda posição, Requião Filho registra 20,4%, enquanto Rafael Greca alcança 19,1%, resultado que configura empate técnico entre os dois candidatos.

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