O pai, Carlos Massa, “Ratinho” disse que o filho, Ratinho Junior, tem uma “bala de prata” nas mãos para resolver a sucessão ao Palácio Iguaçu. E foi taxativo: “deixem o Juninho trabalhar. Ele sabe o que faz”, em respostas à hesitação do governador em anunciar, oficialmente, o nome do pré-candidato que irá apoiar à sua sucessão. Isso lembra Roberto Requião que também havia anunciado um petardo e acabou soltando o famoso traque.
Nesta terça-feira (07), quando o governador convidou 30 deputados para um almoço no “Chapéu Pensador”, uma icônica construção em meio a uma rara floresta dentro de Curitiba, a expectativa era a de que, enfim, sairia a “fumaça branca” da bem bolada estrutura arquitetônica do Bigorrilho. Frustração total, porém, com a barriga cheia.
Ratinho Junior não falou em sucessão e desenhou o mesmo discurso de sempre, pregando a união entre os aliados. Mesmo ciente de que o maior concorrente ao Palácio Iguaçu é seu adversário político, o senador Sergio Moro, que lidera as pesquisas de intenção de votos, o Juninho, tolerável, pregou o clima de paz construtiva, abominando paixões e ódios como contaminação que empobrece o debate.
A estratégia do silêncio vem causando frisson na política paranaense.


