O Paraná desenvolveu uma estratégia inovadora para o monitoramento de arboviroses, utilizando ovitrampas. Esse sistema apresenta uma solução prática e econômica, diferenciando-SE das abordagens convencionais de limpeza e monitoramento. As armadilhas consistem em recipientes plásticos pretos com água e uma palheta de madeira áspera, que atraem a fêmea do mosquito Aedes aegypti para a deposição de ovos.
As ovitrampas são distribuídas em residências e estabelecimentos comerciais em intervalos de 300 a 400 metros. Após cinco a sete dias, a equipe técnica municipal realiza a coleta das palhetas para análise em laboratório. Desde 2019, a capacitação das equipes de combate a endemias foi promovida pela Sesa, tornando o estado o primeiro a habilitar-SE integralmente para o uso desse método, conforme afirma o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Embora as ovitrampas não eliminem os mosquitos diretamente, elas atuam como sensores que ajudam a calcular com precisão a presença e a quantidade de mosquitos em determinadas áreas. A análise das amostras coletadas permite determinar a densidade de ovos, a positividade da presença de mosquitos e a média de infestação no território.
O sistema de ovitrampas substitui a metodologia anterior, o LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti), que era feita a cada dois meses e com uma abordagem menos abrangente. A nova metodologia facilita um monitoramento sistemático e contínuo, essencial para a prevenção de doenças como dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana.
Além disso, a estratégia inclui a eliminação de criadouros em ambientes privados e a melhoria da coleta de lixo e do saneamento em áreas públicas. Com a implementação eficaz dessas ações, é possível diminuir o número de casos de arboviroses e proteger a saúde da população.


