Greca, pré-candidato ao Governo do Estado, faz peregrinação nos campos gerais
Em Ponta Grossa, o pré-candidato ao Governo do Paraná pelo MDB, Rafael Greca, transformou um dia de campanha em uma espécie de peregrinação. Não foi apenas uma agenda política. Foi um roteiro carregado de simbolismos.
Seu primeiro destino foi o túmulo de Corina Portugal, vítima de um dos crimes mais brutais da história paranaense. Assassinada pelo próprio marido com sete facadas, em 1889, Corina se tornou um símbolo da violência contra a mulher muito antes de a palavra feminicídio existir. Ali, em silêncio, Greca prestou sua homenagem.
Depois, seguiu para a Igreja Arautos do Evangelho, onde renovou um costume que o acompanha desde a vida pública em Curitiba: buscar na fé inspiração para a caminhada. Como nas antigas passagens bíblicas, em que o caminho era tão importante quanto o destino, Greca deixou o templo para enfrentar outra missão: falar ao povo.
Vieram então nove entrevistas para emissoras de rádio e televisão e duas para jornais. Em cada parada, repetiu a mesma mensagem, como quem não deseja que haja dúvidas entre os seus seguidores: “Não serei vice de ninguém.”
Na política, como nas Escrituras, há momentos em que o discípulo decide seguir o próprio chamado. E Greca parece convencido de que sua missão não é caminhar atrás de outro projeto, mas conduzir o seu próprio caminho em direção ao Palácio Iguaçu. Se chegará à terra prometida das urnas, somente o eleitor poderá responder.
Depois da peregrinação religiosa e política, Greca recebeu o título de Cidadão Honorário de Tibagi, cidade próxima a Ponta Grossa. A homenagem se deu por ter ampliado, como Secretário de Desenvolvimento Sustentável do Meio Ambiente, o Parque do Guartelá, um dos ícones do turismo e preservação ambiental dos Campos Gerais. Ali vivem os lobos guarás, o urubu rei e a onça parda. Terminou com uma seresta na casa de uma vereadora da cidade.


