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Começou a escrever aos 8 anos e, aos 15, já publicou quatro livros: conheça a curitibana que inspira novos escritores

No Dia do Escritor, conheça a história de Mabi Ribeiro, asonescente que alia literatura, redes sociais e voluntariado

Aos 8 anos, Maria Gabriela Ribeiro começou a preencher cadernos com histórias criadas pela própria imaginação. Sete anos depois, a estudante da rede pública de Curitiba já soma quatro livros publicados, foi finalista do Prêmio Literário Capivara 2024, produz conteúdo sobre literatura nas redes sociais e participa voluntariamente de ações de estímulo à leitura e à escrita com crianças.

No Dia do Escritor, celebrado em 25 de julho, a trajetória da jovem autora mostra que a literatura pode ir além da publicação de livros e se transformar em uma ferramenta para despertar novos leitores e escritores.

O primeiro contato de Mabi com esse universo aconteceu ainda na infância, quando frequentava o Farol do Saber Vinícius de Moraes, em Curitiba. Foi ali que nasceu o hábito da leitura e, pouco tempo depois, a vontade de criar as próprias histórias. “Eu sempre fui apaixonada por histórias. Desde que aprendi a ler, passava horas na biblioteca. Escrever meu primeiro livro foi como dar vida às aventuras que eu queria viver”, conta.

Hoje, além de escrever, Mabi compartilha nas redes sociais conteúdos sobre literatura, o processo de criação de livros e incentiva outros jovens a desenvolverem o hábito da leitura e da escrita. “Quando comecei a escrever, nunca imaginei que outras pessoas poderiam se identificar com as minhas histórias. Hoje, gosto de mostrar que escrever não é algo distante. Qualquer pessoa pode começar, basta dar o primeiro passo é acreditar na própria imaginação”, relata.

Esse incentivo também acontece fora do ambiente digital. A autora é voluntária em um projeto das Irmãs da Divina Providência, em Curitiba, onde participa de atividades com crianças no contraturno escolar. Entre elas estão oficinas de contação de histórias e ações de estímulo à escrita, utilizando a literatura como ferramenta para despertar a criatividade desde a infância.

Ao longo dessa trajetória, o apoio da família foi fundamental para transformar o interesse pela escrita em uma carreira literária ainda na adolescência. “Sempre incentivamos a leitura em casa. Quando ela disse que queria publicar um livro, a gente sabia que precisava apoiar. É emocionante ver o quanto ela leva isso a sério”, conta o pai de Mabi, Carlos Alberto da Costa Ribeiro.

O reconhecimento pelo trabalho veio cedo. Com sua primeira obra, Mabi foi finalista do Prêmio Literário Capivara 2024. Para a mãe, Meire Pigarri Ribeiro, o maior resultado vai além da premiação.“Ver nossa filha entre os finalistas de um prêmio foi uma alegria imensa. Mas o mais bonito é ver o quanto ela inspira outras crianças e adolescentes a sonharem com a escrita”, afirma.

Outra incentivadora desde o início foi a irmã mais velha da autora, a jornalista Karla Mirela Brook. “A Mabi tem uma sensibilidade rara, e desde pequena era encantada com histórias. Sempre que ela me mostrava algo que escrevia, eu ficava surpresa com a maturidade das ideias. Eu só tentei mostrar pra ela que a escrita dela merecia o mundo”, declara Karla.

Da fantasia ao romance histórico

Em apenas dois anos, Mabi publicou quatro livros que transitam entre fantasia, romance histórico, mistério e narrativas intimistas, demonstrando versatilidade ao explorar diferentes gêneros literários e temas.

A primeira publicação de Mabi aconteceu aos 13 anos, com “Caçadores de Fênix: Passado e Presente”, obra de fantasia que acompanha Cristal, uma jovem que descobre ser herdeira de um reino mágico onde o português é proibido e a magia permanece viva. O livro foi finalista do Prêmio Literário Capivara 2024, na categoria escritor juvenil.

Depois vieram “Diamantes de Beladona: Memento Mori” e “Fragmentos para um Fim”, miniconto que propõe uma reflexão sobre memória, finitude e a busca por significado diante da vida.

Além dos livros, Mabi também participou recentemente do segundo volume da Revista Héstia, da Koré Editorial, com o conto “As Ondas do Mar e o Cabelo da Lua”.

A quarta obra publicada pela escritora é “Legados de Máscaras”, romance histórico com mistério ambientado no Sul do Brasil em 1950. A história acompanha Charlotte Montenegro, uma jovem de 15 anos que retorna à cidade natal, Belmonte do Sul, após passar dez anos em um internato. Ao voltar para o Vinhedo Montenegro, propriedade da família, ela encontra uma realidade cercada por ausências, lembranças e segredos.

Ao investigar ruínas próximas ao vinhedo, Charlotte descobre um misterioso baile de máscaras frequentado por pessoas vestidas com roupas de época. É nesse cenário que conhece Bernardo Daniel e passa a desvendar acontecimentos ligados ao passado da cidade e a um incêndio que marcou a história da região.

“Legados de Máscaras” já está disponível para compra na Amazon.

No Dia do Escritor, a trajetória de Mabi Ribeiro mostra que o incentivo à literatura pode começar cedo. Aos 15 anos, ela segue dividindo a rotina entre os estudos, a produção de novos livros, as redes sociais e o trabalho voluntário, mostrando que escrever também pode ser uma forma de inspirar outras pessoas a descobrirem o poder das histórias.

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