O Ministério das Relações Exteriores convocou, no domingo (26/07), o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, para “transmitir a repulsa” do governo brasileiro em relação a comentários feitos pelo presidente Javier Milei durante a convenção do PL no sábado (25/07).
“Não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro”, disse o Itamaraty em nota.
“É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial”, afirma ainda a nota divulgada pela pasta.
Também no domingo, o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado para prestar esclarecimentos ao Itamaraty sobre a relação entre os dois países.
A convocação de um embaixador estrangeiro para uma conversa com o chanceler é uma medida séria nas relações internacionais e uma demonstração de desagrado com a outra nação.
E chamar um embaixador brasileiro que está em missão no exterior para consultas, como fez o Itamaraty, também demonstra, na linguagem diplomática, enorme descontentamento com o país anfitrião.


