Uma nova polêmica envolvendo a Fifa pode abalar os bastidores do futebol mundial. Federações europeias discutem a possibilidade de boicotar a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil, após a entidade apresentar um plano para criar uma nova empresa comercial e abrir parte dela para investidores privados.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o projeto, liderado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, prevê a criação de uma subsidiária avaliada em cerca de US$ 20 bilhões, com a venda de mais de 20% da participação para captar aproximadamente US$ 4,2 bilhões. A proposta gerou forte resistência entre dirigentes da UEFA, que alegam não terem sido consultados previamente.
Em nota, a UEFA afirmou que existe uma oposição “significativa e crescente” ao projeto e criticou a forma como a Fifa tem conduzido as discussões. A entidade europeia também acusou a federação internacional de priorizar interesses comerciais em detrimento das associações, clubes, ligas, atletas e torcedores.
Até o momento, nenhuma seleção anunciou oficialmente que deixará de disputar a Copa do Mundo Feminina de 2027. As conversas ainda acontecem nos bastidores e uma reunião entre representantes das federações europeias deve definir os próximos passos nos próximos dias.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada pela primeira vez na América do Sul, tendo o Brasil como país-sede. A competição está marcada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e reunirá 32 seleções de todos os continentes.


