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Sandro Alex e Requião Filho debatem propostas ao Governo e Moro não comparece na Band

Sem a presença de Moro, que cancelou sua participação na última hora, Sandro Alex e Requião Filho ocupam o palco do debate

A ausência do candidato do PL, Sergio Moro, no debate da Band Curitiba, realizado neste domingo (09), não impediu que Sandro Alex (PSD) e Requião Filho (PDT) mostrassem aos eleitores paranaenses a importância do confronto de ideias quando se discute o futuro do Estado e o bem-estar de sua população.

O embate foi inevitável — e necessário. Ainda assim, os dois pretendentes ao Palácio Iguaçu mantiveram o nível do debate, tanto na defesa de suas propostas quanto nos momentos de crítica e confronto direto.

Requião Filho com postura mais ofensiva

Ao colocarem seus projetos lado a lado, Sandro Alex e Requião Filho evitaram, na maior parte do tempo, o terreno das promessas milagrosas. A discussão avançou para questões mais concretas: o que fazer, como fazer e de que maneira executar aquilo que estava sendo apresentado ao eleitor.

Requião Filho adotou uma postura mais ofensiva. Em diferentes momentos, procurou responsabilizar o governo Ratinho Junior pela privatização da Copel, pela questão dos pedágios nas rodovias paranaenses e pelos recorrentes problemas de abastecimento de água da Sanepar no litoral durante a temporada de verão.

Sandro Alex, preparado para os questionamentos, não se esquivou das respostas. E também partiu para o ataque. Em diversas oportunidades, tentou aproximar politicamente o adversário do PT e do presidente Lula, transformando essa associação em uma das linhas de confronto do debate.

A cadeira vazia de Moro entra no debate

O senador foi duramente criticado durante o programa e nos bastidores por não ter comparecido ao confronto. Para Requião Filho, Moro faltou porque “não tem propostas para o Paraná” e concentra seu discurso no combate à corrupção, “como se isso fosse um programa de desenvolvimento para o Estado e não uma obrigação de qualquer gestão”.

Sandro Alex também não poupou o adversário ausente. A desistência de Moro, inclusive, obrigou a direção da Band a promover alterações na dinâmica originalmente prevista para o programa.

Cada candidato defendeu suas ideias

Mas foi justamente no confronto entre Sandro Alex e Requião Filho que surgiu uma oportunidade importante para o eleitor que, até agora, ainda não havia se conectado efetivamente ao processo eleitoral.

Na Band, pelo menos neste primeiro encontro, o debate não virou simplesmente um palco para insultos, frases previamente ensaiadas ou performances pensadas exclusivamente para produzir cortes nas redes sociais. Houve divergências, provocações e ataques, mas também espaço para que cada candidato defendesse suas ideias e fosse confrontado pelo adversário.

Um momento de tensão

Um dos momentos de maior tensão ocorreu quando entraram em cena obras do governo Ratinho Junior, como a Ponte de Guaratuba e a engorda da praia de Matinhos. Requião Filho questionou aspectos dos projetos e de sua execução, sem negar a importância e a necessidade das intervenções.

Sandro Alex respondeu com uma alfinetada pessoal e política. Afirmou que atrasos em obras também teriam ocorrido em razão de dificuldades impostas pelo “seu tio”, numa referência ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Maurício Requião.

Outros temas elevaram a temperatura do encontro: escolas cívico-militares, obras do governo federal inauguradas pela administração estadual, segurança pública, pedágios e a privatização da Copel.

O eleitor que faça seu julgamento

No fim, independentemente de quem conseguiu impor melhor sua narrativa, o debate cumpriu uma função essencial da campanha eleitoral: colocou candidatos frente a frente e obrigou-os a sair, ainda que por algumas horas, da zona confortável das redes sociais.

Debate não serve apenas para produzir vencedores e derrotados. Serve para expor propostas, contradições, diferenças e capacidade de resposta. E, principalmente, para oferecer ao eleitor elementos para que ele próprio faça seu julgamento.

O título pode ficar ainda mais político, por exemplo: “Sem Moro, Sandro Alex e Requião Filho ocupam o palco do debate” ou “A cadeira vazia de Moro e o confronto de ideias na Band”.

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