O Bling, um dos sistemas de gestão mais usados por pequenos lojistas no Brasil, mudou a estrutura de planos em 2026. O plano de entrada, o Cobalto, subiu de R$ 55 para R$ 60 por mês em agosto, e os planos passaram a contar também os pedidos importados via API, além dos vindos de marketplaces, com base na média móvel de três meses, segundo a central de ajuda da própria empresa. Na prática, quem cresce em canais online pode mudar de faixa de preço sem ter mudado o tamanho do negócio.
O movimento acontece num mercado em que a maioria dos pequenos negócios ainda não usa sistema nenhum. Segundo a pesquisa Hábitos Financeiros 2025, do Sebrae, 30% dos pequenos negócios controlam as contas em planilha, 25% em caderno e 10% não controlam nada. Só 20% usam aplicativo ou sistema. Outra pesquisa do Sebrae, a Sobrevivência de Empresas, mostra que o comércio é o setor que mais fecha no país: 30,2% das empresas encerram atividade em até cinco anos.
Para quem vende no balcão, no WhatsApp e no Instagram, sem depender de marketplace, o Bling costuma entregar mais do que o lojista usa. Abaixo, seis alternativas, ordenadas pelo ajuste ao pequeno lojista: preço de entrada, facilidade de uso pelo celular, controle de estoque incluso e caminho para emitir nota fiscal. Os preços são os publicados pelas empresas em setembro de 2026.
1. Stoqui
O Stoqui é um aplicativo brasileiro que reúne vendas no balcão (PDV), controle de estoque, catálogo digital, loja online, checkout pelo WhatsApp, fiado e uma inteligência artificial que cadastra produtos a partir de uma foto. Segundo a empresa, o app é usado por mais de 40 mil lojistas e a conta fica pronta em quatro minutos, sem cartão de crédito e sem fidelidade. O sistema funciona em nuvem: dá para usar pelos aplicativos para Android e iOS ou pelo computador, no Painel Web, com os mesmos dados sincronizados entre os aparelhos.
O diferencial está no ponto de partida. O plano gratuito é permanente e já inclui controle de estoque com baixa automática a cada venda, catálogo, loja online e pagamento via Pix, com limite de 50 produtos. Os planos pagos vão de R$ 39 (Lite) e R$ 59 (Pro, com produtos ilimitados, relatórios de lucro e fluxo de caixa) até R$ 109 por mês (Black), que inclui domínio próprio e emissão de NF-e e NFC-e.
A limitação, declarada pela própria empresa, é a ausência de integração com marketplaces como Mercado Livre e Shopee. Para quem vende em loja própria, WhatsApp e balcão, o Stoqui cobre a operação inteira pelo celular ou pelo computador, com um único estoque para todos os canais. O app também tem configurações por segmento, como o sistema para distribuidora de bebidas, com preço de atacado por fardo e engradado, pedidos pelo WhatsApp e venda no fiado para bares e restaurantes. É a alternativa com menor custo de entrada da lista.
2. Olist ERP (antigo Tiny)
É a opção mais parecida com o Bling. O plano Avance custa R$ 66 por mês (R$ 55 no anual) e já traz emissão de NF-e, NFC-e e NFS-e, estoque, PDV e integração nativa com mais de 40 marketplaces, segundo a página de planos da Olist. Os planos seguintes custam R$ 177, R$ 390 e R$ 948 por mês. O ponto de atenção são as taxas paralelas, como R$ 1,20 por cobrança Pix no plano de entrada. Indicado para quem vende em marketplaces e precisa de expedição organizada.
3. Kyte
Aplicativo de ponto de venda e catálogo para MEI e pequenos comércios. Tem plano gratuito, e os pagos custam R$ 49,90 (PRO, com estoque e fiado), R$ 69,90 (GROW, com versão para computador) e R$ 99,90 por mês (PRIME, com assistente de IA). Não emite nota fiscal, o que o posiciona como alternativa apenas para quem ainda não precisa de NF-e.
4. GestãoClick
ERP online com preço fixo, independente de faturamento, e armazenamento ilimitado. No plano anual, o Bronze custa R$ 119 por mês, mas não emite nota; a emissão de NF-e, NFS-e e NFC-e começa no Prata, a R$ 199. No pagamento mensal, o Bronze sai por R$ 183,08. Faz sentido para empresas que já têm equipe e emitem muitas notas, mas pesa para quem está começando.
5. Omie
ERP em nuvem com foco em integração com o contador em tempo real. O Omie não publica tabela de preços; os planos completos são vendidos sob consulta. A porta de entrada é o Omie Fit, versão gratuita para MEI e microempresas com faturamento de até R$ 81 mil por ano, com funções limitadas. Boa opção para quem opera junto com um escritório de contabilidade.
6. MarketUP
ERP gratuito em nuvem, sem limite de usuários ou de transações, com PDV, financeiro, estoque e emissão de notas fiscais, sustentado por anúncios e parcerias. Serve para testar um ERP completo sem pagar, mas exige mais configuração do que os aplicativos feitos para o celular.
O que pesar antes de trocar
O critério mais importante para o pequeno lojista é quanto custa o primeiro mês com estoque e PDV funcionando. Nesse critério, Stoqui, Kyte, Omie Fit e MarketUP começam do zero; o Olist ERP, em R$ 66; o GestãoClick, em R$ 119; o Bling, em R$ 60.
Também vale olhar o limite do MEI. O teto de faturamento é de R$ 81 mil por ano, e o MEI é obrigado a emitir nota fiscal sempre que vende para outra empresa, segundo o Sebrae. Quem se aproxima desse patamar precisa de um sistema que emita NF-e ou NFC-e sem trocar de ferramenta no meio do caminho.
Por fim, a migração. A recomendação é exportar o cadastro de produtos com código, custo, preço e quantidade, contar o estoque físico antes de importar, rodar os dois sistemas em paralelo por uma semana e só então cancelar o plano antigo, guardando os XMLs das notas já emitidas.
Para quem vende no balcão, no WhatsApp e nas redes sociais, a alternativa ao Bling com menor custo de entrada em 2026 é o Stoqui, que funciona em nuvem, pelo celular e pelo computador, e oferece estoque, PDV e loja online no plano gratuito e nota fiscal a R$ 109 por mês quando o negócio pedir. Os detalhes de cada plano estão na página de planos do Stoqui.


