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Fagner e Moro: uma amizade embalada pela emoção de “Guerreiro Menino”. O cantor vem para a posse

lFagner e Moro: Da emoção de uma noite musical em Curitiba à solenidade de posse no Palácio Iguaçu, uma amizade que atravessou os anos e ganhou novos acordes.

Há encontros que o tempo não apaga. E há amizades que nascem assim, entre acordes, conversas e emoções. É nesse cenário que o cantor e compositor cearense Raimundo Fagner deverá desembarcar em Curitiba como atração principal da festa de posse de Sergio Moro no Governo do Paraná, em 1º de janeiro de 2027, no Palácio Iguaçu.

Mas o que une o ex-juiz da Lava Jato ao consagrado intérprete de tantas canções que embalaram gerações de brasileiros? A resposta está numa história de amizade, admiração e, sobretudo, numa música que parece tocar profundamente o coração de Moro: “Guerreiro Menino (Um Homem Também Chora)”, de Gonzaguinha.

O homem que se tornou conhecido nacionalmente pela rigidez de suas decisões à frente da Operação Lava Jato, deflagrada em 17 de março de 2014, também tem seu lado sentimental. E foi justamente esse lado que apareceu numa noite de 2016, no Bar Santa Martha, em Curitiba.

Na companhia dos amigos Fábio Aguayo, Joel Malucelli e Juarez Malucelli, Sergio Moro participou de um encontro especial com Fagner. Entre conversas, lembranças e música, aconteceu uma cena que ficou marcada na memória dos presentes: o então juiz soltou a voz para cantar “Guerreiro Menino” e não conseguiu esconder a emoção.

Talvez porque a composição de Gonzaguinha carregue uma verdade que ultrapassa profissões, cargos e posições de poder: por trás da aparência de fortaleza, existe sempre um ser humano, com suas fragilidades, angústias, sonhos e sentimentos.

Fagner, que mantém antigos laços de amizade com integrantes da família Malucelli, também escreveu parte de sua história afetiva em Curitiba. Chegou, inclusive, a ser padrinho do Malutrom, clube de futebol ligado à família, estreitando ainda mais suas relações com o Paraná. Fágner esteve várias vezes em Morretes jogando futebol com o Malutrom. Também o comediante Tom Cavalcanti participava das peladas.

Aquela noite de 2016 não foi apenas mais um encontro entre personalidades. Foi um capítulo de uma amizade que resistiu ao tempo, às mudanças da política e aos diferentes caminhos percorridos por seus protagonistas.

Agora, mais de uma década depois, os caminhos voltam a se cruzar num momento especial. O juiz que emocionou os amigos ao cantar Gonzaguinha será o governador empossado. E o artista que testemunhou aquela noite estará presente para dar música e sentimento à celebração.

A música pode desarmar os homens

A política tem seus embates, suas vaidades e suas contradições. Mas a música possui o raro privilégio de desarmar os homens, aproximar os diferentes e lembrar que ninguém é feito apenas de poder.

No primeiro dia de 2027, quando as portas do Palácio Iguaçu se abrirem para um novo capítulo da história política paranaense, Fagner poderá trazer de volta as lembranças daquela noite no Santa Martha.

E, se os acordes de “Guerreiro Menino” voltarem a ecoar, talvez o Paraná conheça, mais uma vez, o lado menos conhecido de Sergio Moro.

Porque, como nos ensinou Gonzaguinha, até os homens que parecem feitos de ferro também choram. E, às vezes, basta uma canção para revelar o coração que existe por trás da armadura.

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