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Presidente do IAB/PR defende autonomia técnica de arquitetos em obras de condomínios

Eduardo Bini propõe maior valorização dos profissionais na gestão de intervenções em edifícios residenciais 

 A expansão dos edifícios residenciais com unidades compactas, como os estúdios, amplia a discussão sobre a qualidade e a segurança das intervenções realizadas em condomínios. Para o arquiteto e urbanista Eduardo Bini, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Paraná (IAB/PR) e responsável pela Chapa 1 nas eleições do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/PR), a gestão dessas obras precisa reconhecer a autonomia técnica dos arquitetos e urbanistas, profissionais habilitados para planejar e orientar intervenções nos espaços construídos.
 

Na avaliação de Bini, a gestão de reformas não deve se limitar à interpretação de regras condominiais, mas considerar também a avaliação técnica de profissionais habilitados. O arquiteto defende que os condomínios contem com acompanhamento especializado na gestão de obras em áreas comuns e que os moradores possam contratar arquitetos para orientar intervenções em suas unidades particulares, respeitadas as normas técnicas, a legislação e as regras condominiais aplicáveis.
 

“Precisamos valorizar o conhecimento técnico dos arquitetos e urbanistas na gestão das obras em condomínios. O síndico tem um papel importante na administração do edifício, mas isso não substitui a atuação do profissional habilitado para avaliar projetos, orientar intervenções e buscar soluções adequadas para cada espaço”, afirma Bini.
 

Obras mais seguras 

A proposta parte do entendimento de que a qualidade das intervenções depende de planejamento, conhecimento técnico e responsabilidade profissional. Em edifícios com diferentes configurações de apartamentos, incluindo os estúdios, reformas e adaptações exigem atenção às características da construção, às normas aplicáveis e à relação entre as unidades e as áreas comuns.
 

Para Bini, a presença de arquitetos na gestão condominial e nas intervenções particulares pode contribuir para obras mais seguras e funcionais, além de qualificar os espaços de forma adequada. Essa atuação favorece decisões fundamentadas, considera as particularidades de cada edificação e também valoriza o exercício profissional da arquitetura e do urbanismo.
 

O presidente do IAB/PR também defende o fortalecimento do papel orientador do CAU em situações envolvendo reformas em condomínios. Para Bini, a análise dessas intervenções deve considerar as atribuições dos profissionais habilitados, as normas técnicas aplicáveis e as características de cada obra, com orientações que contribuam para a qualidade e a segurança das intervenções.
 

“O Conselho precisa estar próximo dos arquitetos e contribuir para que a sociedade compreenda a importância do trabalho desses profissionais. Quando uma situação envolve uma obra, é fundamental que exista uma avaliação técnica adequada, com respeito às atribuições de cada profissional e às normas que regulamentam a atividade”, defende.

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