l de Goioerê, Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira é formada em Letras, Direito e Pedagogia e tem ampla experiência em gestão pública. Secretária da Fazenda tinha sido anunciada semana passada.
O governador eleito pelo Paraná, Sergio Moro, anunciou na manhã desta terça-feira (27) o segundo nome na composição de sua equipe e é mais uma mulher. Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira será a nova secretária de Estado da Educação. Ela possui ampla experiência na gestão pública educacional, com passagens pelo comando da educação nos estados de Rondônia e Goiás. Na semana passada, Moro havia anunciado o primeiro nome do alto escalão de seu governo: a economista Pricilla Maria Santana, como futura secretária de Estado da Fazenda. Pricilla é a atual titular da pasta no Rio Grande do Sul.
Natural de Goioerê, interior do Paraná, Aparecida de Fátima é formada em Letras, Direito e Pedagogia. Também é mestre em Educação, pós-graduada em Gestão Pública pelo Centro de Liderança Pública de São Paulo (CLP/SP) e doutora em Psicologia da Educação na PUC do Rio Grande do Sul, em março de 2021. Foi secretária de Educação do Estado de Rondônia no segundo mandato do ex-governador Confúcio Aires Moura, entre 2014 e 2016. Entre 2016 e 2017, Fátima Gavioli foi vice-presidente e representante da região Norte no Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). A secretária também participou do Fórum Nacional de Educação no período de 2015 a 2017.
Aparecida, que é casada e tem dois filhos, já ocupou a mesma função no governo de Rondônia e assumiu a pasta em Goiás em 2019, ainda no governo de Ronaldo Caiado, tendo deixado o cargo em março deste ano para concorrer a uma vaga a deputada federal pelo PSD, o mesmo partido do ex-dirigente goiano e do atual governador do Paraná, Ratinho Junior. Em 6 de outubro último, após o encerramento do primeiro turno das eleições, Aparecida voltou a ser nomeada secretária de Educação pelo governador Daniel Vilela. A paranaense é cidadã honorária goiana e também cidadã honorária platinense.
Ao fazer o anúncio do segundo nome da composição de seu governo, Sergio Moro disse ter convidado a gestora com origem no Paraná e confiar que, a exemplo do que realizou em Goiás. “Tenho certeza de que ela realizarpa grande trabalho e vai contribuir junto com os professores, junto também com os alunos de nossa rede de ensino, para colocar a educação do Paraná em novo patamar de qualidade”.
Trajetória
Quando deixou a Pasta da Educação de Goiás, Aparecida mereceu referências de colegas professores e alunos, que destacaram a sua origem humilde, perseverança para vencer desafios e atuação sempre foi marcada pelo olhar humano, pela empatia e pela vontade de transformar vidas por meio da educação. Durante sua gestão, ampliou o acesso a recursos importantes como alimentação escolar de qualidade, entrega de uniformes, kits escolares, modernização das escolas, uso de tecnologia em sala de aula, além de programas de incentivo como bolsas estudantis e apoio à permanência dos alunos na escola. Também fortaleceu projetos pedagógicos, incentivou o protagonismo juvenil e ampliou oportunidades por meio de atividades esportivas, científicas e culturais, garantindo que muitos jovens tivessem acesso a experiências que antes pareciam distantes de sua realidade..
“Como alunos, deixamos nossos agradecimento. Muitas vezes, não vemos tudo o que acontece por trás, mas sentimos na prática as mudanças: uma escola mais estruturada, mais oportunidades, mais apoio para continuar estudando. Obrigado por olhar por nós, por acreditar na educação e por fazer com que tantos estudantes, assim como eu, tenham mais chances de sonhar e construir um futuro melhor”, registraram nas redes sociais.
Transição
Nesta segunda-feira (26), o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), publicou decreto que estabelece as regras para a transição de governo no estado. O processo vai preparar a transferência de informações da atual administração para o governador eleito, Sergio Moro (PL), e terá início em 5 de novembro de 2026. O decreto prevê a criação de uma comissão de transição, coordenada pelo superintendente de Relações Institucionais, e estabelece que a equipe indicada pelo futuro governador poderá ter até dez integrantes. A participação dos representantes de Moro não será remunerada pelos cofres públicos estaduais.


