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No Paraná, a sucessão avança por conta própria

Como o governador Ratinho Junior ainda não conseguiu alinhar sua sucessão no Palácio Iguaçu, cresce no meio político a expectativa sobre os desdobramentos de seu retorno das férias. Embora haja uma inclinação clara em favor do secretário das Cidades, Guto Silva, o governador ainda não cravou o nome nem fez um anúncio público. Limitou-se a dizer aos três pré-candidatos — Guto Silva, Alexandre Curi e Rafael Greca — que sigam tocando o projeto.

Essa indefinição abre espaço para movimentos estratégicos. Dois pré-candidatos, Alexandre Curi e Rafael Greca, avaliam a possibilidade de troca de partido. Curi mantém conversas avançadas com o Republicanos, enquanto Greca pode migrar para o Progressistas. Caso isso se confirme, o PSD sofreria uma fissura relevante em sua base, deixando Ratinho Junior mais à vontade para oficializar o apoio a Guto Silva.

Há ainda outra vertente em jogo: o deputado Fernando Giacobo pode oferecer palanque no Paraná para Flávio Bolsonaro e, ao mesmo tempo, declarar apoio a Sergio Moro, redesenhando o tabuleiro da disputa.

Para enfrentar Moro ou até mesmo Guto Silva, Alexandre Curi — presidente da Assembleia Legislativa do Paraná — e Rafael Greca teriam de construir uma aliança, hipótese que não está descartada. A chamada “dobradinha” poderia vir com Curi como candidato ao governo e Greca como vice, ou no arranjo inverso. Curi possui forte capilaridade nos municípios do interior, enquanto Greca mantém elevado recall em Curitiba e na Região Metropolitana, combinação que poderia tornar a chapa altamente competitiva.

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