Ao participar de um evento em São Paulo, onde destacou as ações de governo realizadas no Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) foi provocado sobre as eleições presidenciais e defendeu a viabilidade de uma candidatura moderada, fora da polarização entre o presidente Lula e o ex-presidente Bolsonaro.
“Acredito que no momento adequado em que alguém apresentar uma agenda de transformação do Brasil, de forma moderada que traga paz e união, eu acho que tem muita chance de vencer essa polarização […] Ninguém mais quer discutir nome. O Brasil precisa de projeto de desenvolvimento”, disse Ratinho Junior, recebendo aplausos dos empresários.
Ratinho Junior é um dos pré-candidatos do PSD ao Palácio do Planalto. Ele citou sondagens que mostram que os “polos” concentram cada um 20% do eleitorado. Assim, haveria espaço para uma candidatura alternativa avançar entre 60% do eleitorado.
O governador paranaense também falou sobre economia, com investidores atentos a sinais sobre uma agenda de reformas econômicas. Ele defendeu equilíbrio fiscal e que o Brasil abrace suas “vocações” — por exemplo na produção de alimentos.
Outro tema abordado pelo governador paranaense foi a segurança pública que preocupa o eleitor no Brasil, de acordo com pesquisas.
Ratinho Junior afirmou que, caso eleito, enviará ao Congresso Nacional um texto que permitiria aos estados legislar e endurecer penas a determinados crimes.
“Eu encaminharia para o Congresso uma emenda: para crimes contra a vida e alguns outros, os estados podem legislar e executar normas penais. Mas não pode abrandar [a lei nacional], precisa ser mais severa”. (Com CNN Brasil)
Ratinho Junior e Ronaldo Caiado
A surpreendente estratégia do governador goiano, Ronaldo Caiado, de se filiar no PSD para se viabilizar como candidato à Presidência da República, provocou desconforto junto à “República de Jandaia” que estava confiante na escolha absoluta do governador Ratinho Junior (PSD), que circulava absoluto no cenário nacional, com pré-aval do presidente do partido, Gilberto Kassab.
Agora, tudo muda. Caiado vem com um discurso pesado, preparado, pelos anos em que governou seu estado e com bagagem de homem de extrema direita, ligado ao agronegócio que tem, hoje, a maior bancada na Câmara Federal. Caiado é cascudo, enquanto Ratinho Junior tem um discurso de bom menino, bom gestor, que não gosta de brigar, preferindo ficar distante de polêmicas.
Se Ratinho Junior for mesmo para a disputa com Caiado na convenção do PSD, ele terá que mudar o tom do seu discurso, uma tarefa difícil aos marqueteiros de plantão. Quem sabe, ouvir ainda mais os conselhos do pai, Carlos Massa (Ratão), que, em se tratando de polemizar, é expert.


