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Aumento do Diesel acende sinal de alerta no Setor de Transporte de Cargas

A escalada na alta dos combustíveis neste começo de março acendeu um sinal de alerta nas empresas transportadoras de cargas do Paraná. O Sistema FETRANSPAR, que representa empresas do setor no Estado, afirma que os frequentes aumentos dificilmente serão absorvidos pelos empresários e que, mais cedo ou mais tarde, esses custos tendem a ser repassados ao frete, reverberando em toda a cadeia logística até chegar ao consumidor final. Na prática, além de pagar mais caro pelo combustível, a população poderá sentir reflexos no preço de produtos, inclusive nos supermercados.

Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor o aumento do ICMS nacional sobre o diesel, o que elevou a carga tributária incidente sobre o combustível. Com a mudança, o imposto passou a representar aproximadamente R$ 0,05 por litro, ampliando a pressão sobre os custos das empresas transportadoras.

Mais recentemente, em março de 2026, os conflitos no Oriente Médio, envolvendo o Irã e a região estratégica do Estreito de Ormuz, provocaram e provocam instabilidade no mercado internacional de energia e elevaram os custos de importação de combustíveis, podendo ocorrer novas elevações.

No Brasil, e consequentemente no Paraná, o transporte de cargas é majoritariamente realizado por caminhões. O diesel representa cerca de 35% e 55% dos custos operacionais das empresas do setor, a depender da distância e do peso da carga. “Não haverá possibilidade de segurar por muito tempo esse aumento sem que parte dele seja repassada ao frete, o que pode acabar chegando ao consumidor final. Já há uma estimativa de que o aumento do frete seja no mínimo 11% nas próximas semanas”, avalia o presidente do Sistema FETRANSPAR, Cel. Sérgio Malucelli.

Vale destacar que 35% de todo o diesel consumido no Brasil é proveniente de importação, sendo que o porto de Paranaguá recebe a maior parte deste produto: 17%, o que corresponde a 2,8 milhões de toneladas mensalmente. 

“Empresários do transporte observam que o impacto no estado pode ser grande. Um dos motivos é que a Petrobras não está aceitando entregar quota extra do combustível. As distribuidoras querem aumentar a quota junto à Petrobras, porque o importado ficou mais caro”, explica Malucelli que desta ainda há receito do setor de um desabastecimento deste combustível no Paraná se medidas concretas não forem tomadas a tempo”.

Diante desse cenário, é importante que o governo acompanhe com atenção a evolução dos preços dos combustíveis, já que impactos no transporte tendem a se espalhar por toda a cadeia produtiva.

No Brasil

A NTC&Logística também acompanha esse caso em âmbito nacional. A entidade   calcula impacto médio  de 10% de aumento no combustível para o setor. A entidade tem ainda uma expectativa de aumento diário, reforça a importância de acompanhamento constante dos custos operacionais do setor, bem como da aplicação adequada e imediata de mecanismos de recomposição de frete, como o gatilho do diesel, previsto em contratos e práticas de mercado, para preservar a sustentabilidade das operações e garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pelo Transporte Rodoviário de Cargas à economia brasileira.

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