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Brasil em alerta com ataque militar dos EUA na Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se manifestar por meio de nota do governo federal sobre a prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro. Mas antes está recebendo um panorama amplo que envolve análise da diplomacia, de militares e da área política internacional do próprio Palácio do Planalto.

Preocupação brasileira, segundo o Globo, é a extensa fronteira terrestre compartilhada pelos dois países, com mais de 2 mil quilômetros de extensão. Avaliações feitas no Palácio do Planalto e em áreas da segurança indicam que a instabilidade no território venezuelano pode gerar impactos diretos sobre a região norte do Brasil.

A apreensão não se limita a um eventual aumento do fluxo de imigrantes venezuelanos em direção ao Brasil, movimento que já ocorre há anos em função da crise econômica e social no país vizinho. Autoridades brasileiras também veem risco de que a intensificação do conflito facilite a entrada, pela fronteira, de pessoas ligadas a organizações criminosas, especialmente ao narcotráfico.

Na rede social Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizou um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado, junto com sua esposa, e retirado do país por via aérea.

Segundo Trump, a operação foi conduzida em conjunto com forças de segurança americanas. Ele disse ainda que mais detalhes seriam divulgados posteriormente.

Após a ação militar norte-americana, o governo da Venezuela decretou, na madrugada deste sábado (3), estado de emergência. De acordo com as autoridades a Venezuela foi alvo de uma ofensiva externa considerada grave, com registros de ataques em diferentes regiões estratégicas do território nacional.

O governo venezuelano classificou os episódios como uma “agressão militar”. Segundo um comunicado oficial, as ações teriam atingido a capital Caracas e também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As informações são do G1.

Na nota divulgada, o governo afirmou que a suposta ofensiva teria como objetivo assumir o controle das reservas de petróleo e minerais da Venezuela. O comunicado ressalta que os Estados Unidos “não terão sucesso” em tomar esses recursos, considerados estratégicos para o país.

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