Os índices são assustadores. Hoje, no Brasil, as três doenças que mais matam são infarto – doenças coronárias – câncer e erros médicos. Ao manifestar preocupação, em especial com o número de óbitos por doenças cardiovasculares, o médico cardiologista Costantino Costantini fez um alerta sobre a importância do diagnóstico precoce para salvar vidas.
Em entrevista à imprensa, na manhã desta quarta-feira (11), Costantini, fundador e diretor-geral do Hospital Cardiológico Costantini, de Curitiba, destacou a importância da comunicação à sociedade sobre os avanços de estudos científicos e tecnológicos para diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares.
O cardiologista, que fez a primeira angioplastia na América Latina, em 1979, apresentou os novos equipamentos de tomografia e hemodinâmica interligados à Inteligência Artificial instalados no hospital, onde foram investidos US$ 3 milhões. Ele observou que, sem estudo científico, pesquisas e profissionais capacitados, a Inteligência Artificial corre risco de erros. “Temos que ter um acompanhamento e vamos continuar a investir em gente e em tecnologia”, disse.

O diretor de Prevenções do Hospital e coordenador da Academia do Coração, Rafael Macedo, apresentou um quadro de estudos científicos que mostra como os hospitais deverão se prepararem para o futuro: “terão que estarem voltados à promoção da saúde e não apenas no tratamento, com ações para evitar que as pessoas fiquem doentes, através de diagnósticos precoces com uso da tecnologia e da Inteligência Artificial”. Isto se traduz, segundo ele, em mudanças de hábitos de vida.

Durante as apresentações dos novos equipamentos, o diretor Administrativo do Hospital, Alessandro Costantini, fez um breve histórico desde a criação do hospital, há 28 anos, até os dias de hoje, destacando investimentos em tecnologia e pessoal qualificado.


