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Espanha e Argentina decidem hoje a Copa do Mundo 2026

ogo será às 16h (horário de Brasília). Albiceleste busca o quarto título, enquanto La Roja tenta o segundo. Neste sábado, às 18h, França e Inglaterra disputam o bronze.

Argentina e Espanha decidem neste domingo (19), no Estádio de Nova York/Nova Jersey, quem será o campeão da 23ª edição da Copa do Mundo da Fifa. A seleção Albiceleste busca o seu quarto título, com o que se igualaria à Itália e Alemanha. La Roja, tenta o seu segundo título, 16 anos depois da conquista na África do Sul, quando bateu a Holanda por 1 a 0. Os argentinos são os atuais campões, depois de vencer a França na Copa do Catar, em 2012. Ao todo, as duas seleções já se enfrentaram 14 vezes ao longo da história. O equilíbrio é impressionante: são 6 vitórias para a Argentina, 6 vitórias para a Espanha e apenas 2 empates. Agora, será o tira-teima no jogo que começa às 16h e terá como árbitro o esloveno Slavko Vinčić, que tem 46 anos e é natural de Maribor.

A disputa pelo bronze será às 18h deste sábado (18), no Estádio de Miami. O confronto traz a França, que tem dois mundiais, e a Inglaterra, que tem uma punica conquista, a de 1966. O jogo é de muita rivalidade. Ao todo, ambos já estiveram na disputa pelo pódio em cinco oportunidades. Os franceses chegam à quarta participação em disputas de terceiro lugar, com duas vitórias e apenas uma derrota, enquanto os ingleses nunca venceram uma partida valendo o bronze após serem eliminados nas semifinais. No jogo deste sábado, o árbitro será o venezuelano Jesús Valenzuela. Será auxiliado pelos compatriotas Jorge Urrego e Tulio Moreno. O marroquino Jalal Jayed atuará como quarto árbitro, enquanto seu compatriota Zakaria Brinsi será o árbitro assistente reserva.

Melhor ataque contra melhor defesa

Uma análise superficial das estatísticas da Copa do Mundo indica que a final deste domingo entre Espanha e Argentina colocará frente a frente o melhor ataque contra a melhor defesa. A atual campeã Argentina marcou mais gols do que qualquer outra seleção, enquanto a desafiante Espanha sofreu menos gols do que todas as demais. No entanto, ao mergulhar nos detalhes, o cenário que surge é o de um confronto muito mais equilibrado e complexo entre as campeãs da Europa e da América do Sul.

Um nome que se destaca em boa parte dos números é o de Lionel Messi, jogador que divide a artilharia deste Mundial com oito gols e também ocupa a segunda posição entre os maiores assistentes, com quatro passes para gol. O pequeno maestro argentino continua desafiando tanto as defesas adversárias quanto o próprio tempo na América do Norte. Ele é o atleta com mais finalizações no torneio (34), divide a liderança em chutes no alvo (19) e possui o maior xG individual da competição (6,16). E há mais: também é o jogador que mais cobrou escanteios até aqui (34).

Em contrapartida, a Espanha pode apontar para um esforço mais coletivo, em sintonia com a campanha construída neste Mundial. Seu principal goleador é Mikel Oyarzabal, com cinco gols, enquanto Dani Olmo e Marc Cucurella contribuíram com duas assistências cada. Oyarzabal leva ligeira vantagem sobre Lamine Yamal no número de finalizações no alvo: 11 contra 10.

Por razões de estilo de jogo, não surpreende que La Roja tenha os três jogadores com mais passes tentados na competição: Rodri (694), Aymeric Laporte (568) e Pau Cubarsí (566). Os dois nomes seguintes na lista pertencem à Argentina: Leandro Paredes (521) e Enzo Fernández (483).

O mesmo quinteto aparece na mesma ordem quando o assunto é passes certos, com Rodri ostentando uma marca incomparável de 648 passes completados. O cenário é mais equilibrado quando se trata de precisão nos passes, categoria na qual Pau Cubarsí e Cristian Romero dividem o destaque com impressionantes 97% de aproveitamento.

As estatísticas também evidenciam a importância do trabalho sem a bola de Mikel Oyarzabal e Pedri pelo lado espanhol, além de Enzo Fernández pela Argentina. O trio ocupa, respectivamente, a primeira, a terceira e a sexta posições gerais em recuperações de posse forçadas, com 53, 48 e 43 ações desse tipo.

Velocidade, corridas e defesas

A maior velocidade registrada entre os jogadores aptos a disputar a final deste domingo pertence ao argentino Giuliano Simeone, que atingiu 35,2 km/h. No entanto, é Rodri quem lidera outro indicador físico importante: o volante espanhol realizou mais corridas de alta intensidade do que qualquer outro atleta da Copa do Mundo de 2026, com 919 ações desse tipo. Já o lateral Marc Cucurella é o finalista com maior número de sprints, somando 304, com Enzo Fernández logo atrás, com 294.

Não existe um índice disponível para medir a velocidade de raciocínio dentro de campo… mas não é difícil imaginar quem lideraria esse ranking. Rodri e Enzo Fernández também aparecem em destaque nos números relacionados à movimentação sem a bola, ocupando a segunda e a quinta posições, respectivamente, em ofertas de passe (movimentos para se apresentar como opção ao companheiro), com 389 e 342 registros.

Rodri (232) também figura entre os cinco jogadores com mais recepções sob pressão, acompanhado pelos argentinos Alexis Mac Allister (182) e Lionel Messi (179). Já o espanhol Lamine Yamal (27) e o argentino Nico González (23) lideram a estatística de recepções em profundidade, recebendo passes às costas da defesa adversária.

De forma mais ampla, talvez a Espanha atual não apresente o tradicional carrossel de passes da era dourada do tiki-taka, mas a expectativa é de muita movimentação e dinamismo na decisão.

Precisão no passe

Uma estatística coletiva particularmente chamativa antes da final é o fato de a seleção com o maior número de gols esperados (xG) da competição ser justamente a Argentina, com um índice de 15,38. O tempo dirá o quanto esse dado será relevante para a decisão, embora faça sentido que a Albiceleste também seja a equipe com mais gols marcados no torneio: 19 em sete partidas, número que naturalmente conta com uma contribuição significativa de Messi.

A Espanha, porém, está longe de ficar atrás nesse aspecto. La Roja ocupa a segunda posição no ranking de xG, com 14,96, e a equipe de Luis de la Fuente também lidera, ao lado de outra seleção, o número de finalizações na Copa, com 120 tentativas — sete a mais do que as registradas por seus adversários em Nova York/Nova Jersey.

Dos 13 gols marcados pelos espanhóis no Mundial, cinco saíram dos pés de Oyarzabal.

A Espanha provavelmente precisou de menos gols para conquistar suas vitórias graças a uma estatística defensiva impressionante: apenas um gol sofrido em sete partidas — o empate da Bélgica nas quartas de final. Em comparação, a Argentina sofreu sete gols ao longo da campanha.

Os espanhóis também lideram o número de recuperações de posse forçadas (343 contra 297 da Albiceleste), enquanto a Argentina apresenta o menor tempo médio para recuperar a bola (106,41 segundos contra 80,66 segundos da La Roja).

Pelo histórico da Espanha como referência em troca de passes, seria natural esperar que a equipe liderasse as estatísticas de distribuição de bola. No entanto, como conjunto, é a Argentina que realizou mais passes (4.772 contra 4.592) e também completou mais passes (4.324 contra 4.156) do que sua adversária na final.

No duelo pela eficiência nos passes, a vantagem também é argentina, embora as duas seleções apresentem exatamente o mesmo índice de precisão: 91% de acerto.

Por fim, a atual campeã europeia supera sua adversária sul-americana em alguns indicadores físicos: velocidade média (6,08 km/h contra 5,6 km/h), corridas em alta velocidade (8.836 contra 8.119) e número de sprints (3.121 contra 2.854).

Ainda assim, são os comandados de Lionel Scaloni que percorreram a maior distância total no Mundial: 813.091,41 metros contra 799.554,12 metros da Espanha.

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