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Estudo e trabalho: Paraná lidera inserção de jovens de 14 a 18 anos no mercado da Região Sul

O Paraná possui mais de 152,2 mil jovens no mercado de trabalho no primeiro semestre de 2026, considerando trabalhadores com carteira assinada, estagiários e jovens aprendizes entre 14 e 18 anos. O número é resultado dos dados preliminares do Ministério do Trabalho e Emprego que coloca o estado na liderança da Região Sul e supera em 13,9% o registrado em Santa Catarina e em 22,9% o do Rio Grande do Sul, considerando os mesmos grupos.

No total no Paraná, são 74,9 mil jovens com carteira assinada, 49,5 mil estagiários e 27,7 mil jovens aprendizes. Em Santa Catarina, os registros somam 133,6 mil jovens e, no Rio Grande do Sul, 123,8 mil.

“Estamos construindo no Paraná um modelo em que o estudante não precisa escolher entre estudar e trabalhar, ele pode fazer os dois. Hoje, dos 350 mil alunos do Ensino Médio da rede estadual, 130 mil cursam o ensino técnico, enquanto 152 mil jovens já estão no mercado de trabalho, como aprendizes, estagiários ou trabalhadores com carteira assinada. Fomos pioneiros na emissão da Carteira de Trabalho dentro das escolas e já são mais de 370 mil documentos emitidos. Esse resultado mostra que a educação profissional prepara o jovem para uma profissão ainda no Ensino Médio e contribui diretamente para o desenvolvimento econômico e social do Paraná”, afirma o secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda.

No Paraná, a expansão da Educação Profissional tem acompanhado esse movimento do mercado de trabalho. Em 2018, 340 escolas estaduais ofertavam cursos de Educação Profissional. Em 2026, os cursos técnicos estão presentes em 805 instituições, um aumento de quase 137% em oito anos. As matrículas acompanham a oferta: em 2018, eram 90 mil alunos; em 2026, são 137 mil estudantes em cursos técnicos e profissionalizantes.

Yasmin Anilue Moraes, 17 anos, é um exemplo desse movimento. A aluna do Centro Estadual de Educação Profissional de Curitiba (CEEP), onde cursa Técnico em Edificações, está atuando no mercado de trabalho como estagiária de uma empresa de rodovias, na contagem e no monitoramento de estradas. “Muito do que aprendi no curso técnico aplico na empresa, como identificar fissuras nas rodovias. Pretendo continuar na empresa e crescer profissionalmente. Tenho o sonho de cursar Arquitetura e Urbanismo. O curso técnico me ajuda em tudo”, relata.

Já Noemi Ysabel de Oliveira Almeida, 16 anos, faz curso de Química no Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. A jovem também usou a experiência adquirida na escola para conseguir o primeiro emprego. “Conhecimento básico de química e de equipamento de EPI colaboraram para conseguir a vaga. Pretendo ser perita criminal na área de química. Não teria conseguido emprego se não fosse o curso técnico. Estudando o ensino regular com o técnico juntos conseguimos mais conhecimento para ingressar no mercado de trabalho”, destaca.

MERCADO DE TRABALHO – No Paraná, os dados de emprego também mostram um mercado de trabalho capaz de absorver parte dessa nova geração de trabalhadores. O estado encerrou 2025 com mais de 3,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada e, nos dois primeiros meses de 2026, chegou a aproximadamente 3,3 milhões.

Caio Ribeiro Vieira, 17 anos, integra a lista dos jovens que foram absorvidos pelo mercado para o primeiro emprego. O estudante trabalha no desenho mecânico de peças em uma indústria. “O curso técnico abriu novas possibilidades para a profissão que escolhi seguir. Sonho em ser coordenador de produção aqui onde trabalho”, destaca o aluno do CEEP de Fazenda Rio Grande.

No primeiro quadrimestre de 2026, foram criados 58,8 mil empregos formais no estado, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), colocando o Paraná na quarta posição nacional no saldo de geração de empregos no período. Serviços, indústria e construção concentraram boa parte das novas oportunidades.

Kaike Henry Takeshiea Akiyama, 17 anos, que cursa Técnico em Eletrônica no CEEP, também conseguiu o primeiro emprego após iniciar o curso profissionalizante. A Copel iniciou um processo seletivo em busca de jovens com conhecimento técnico em redes de distribuição, tema que ele já tinha aprendido em aula. “A empresa fez divulgação na escola e eu consegui meu primeiro emprego. Eles procuraram alguém com capacidade de aprender, interesse em crescer e com curso na área. Já tinha o conhecimento básico de computador e complementei o conhecimento técnico sobre redes de distribuição e cálculos de corrente e tensão, que aprendi na escola”, comemora.

LIDERANÇA NO EMPREGO JOVEM – Em 2025, o Paraná já havia liderado a geração de empregos para jovens de até 24 anos na Região Sul, com 89,5 mil novos postos para essa faixa etária, segundo dados do Caged.

Conforme a diretora-geral do CEEP Curitiba, Dayane Marchiori Marques, a procura dos jovens por cursos profissionalizantes está cada vez mais alinhada às novas demandas do mercado, especialmente na área de tecnologia. “Percebemos uma mudança no perfil dos estudantes, com crescimento do interesse por áreas como desenvolvimento de sistemas. A formação profissional aproxima o jovem do mercado porque, além do conhecimento técnico, desenvolve competências importantes para o trabalho, como resolução de problemas, trabalho em equipe e comunicação”, ressalta.

Para Dayane, a conexão entre escola e empresas amplia as oportunidades de inserção profissional. “Hoje, cerca de 50% dos nossos 1,5 mil estudantes já estão inseridos no mercado, por meio de estágio ou emprego. Nosso papel é preparar o estudante para as oportunidades e ajudá-lo a construir seu projeto de futuro”.

CARTEIRA DE TRABALHO DIGITAL – Somente neste ano, mais de 370 mil estudantes da rede estadual do Paraná realizaram o cadastro na Carteira de Trabalho Digital e na plataforma Emprega Brasil. O número expressivo foi atingido por meio de campanha realizada em cooperação entre a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), a Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda e o Ministério do Trabalho e Emprego, auxiliando o cadastro das carteiras de trabalho dentro das escolas.

A ação foi voltada a estudantes a partir de 14 anos e permitiu o acesso às plataformas oficiais de emprego. A iniciativa aproximou os estudantes dos sistemas oficiais de intermediação de mão de obra e ampliou o acesso a oportunidades de emprego, estágio, aprendizagem e qualificação.

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