Com histórico de visão inovadora, que o consagrou como um dos hospitais mais respeitados em sua especialidade na América Latina, o Hospital Cardiológico Costantini, de Curitiba, acaba de dar outro importante salto em atualização tecnológica com aquisição e disponibilidade de equipamentos de tomografia e hemodinâmica de última geração, com emprego de IA e que possibilitam diagnóstico preciso de patologias cardiovasculares complexas e maior precisão de controle de dose de radiação.
De acordo com o diretor-fundador do hospital, Costantino Costantini, as aquisições exigiram investimento vultoso, “mas que se reflete no compromisso do hospital com a excelência dos serviços prestados e atenção à saúde do paciente”. Pioneiro em procedimentos cardiológicos em Curitiba e no Paraná, o médico tem mais de 56 anos de formação e acompanha de forma atenta os principais eventos da especialidade pelo mundo e, igualmente, as evoluções tecnicocientíficas.
O tomógrafo modelo CT 5300 Phillips é o primeiro equipamento instalado pela fabricante da América Latina. Tem sistema de IA que assegura precisão de controle de dose de radiação, com menor exposição e melhor aquisição de imagem possível, além de propiciar maior segurança aos usuários. “O método de angiotomografia coronariana tem evoluído muito nos últimos anos, sendo fundamental para o diagnóstico precoce e não invasivo da doença arterial coronariana (DAC), principal causa de morte no Brasil e no mundo. Uma vez diagnosticada precocemente, a DAC pode ser tratada também de forma ágil com medicamentos e modificação de hábitos de vida, o que pode melhorar o desfecho de saúde destes pacientes”, explica o diretor do hospital.
Os equipamentos de hemodinâmica são o Asurion 7 Phillips, que também são os primeiros entregues na América Latina, substituindo as versões que estavam em uso e agora projetados para o diagnóstico preciso de patologias cardiovasculares complexas com apoio da IA.
O médico Costantino Costantini explica que os modelos permitem a rápida visualização de lesões complexas, reduzindo o tempo do procedimento e maior número de exames num mesmo intervalo de tempo. “Permite o diagnóstico e tratamento de arritmias, obstruções coronarianas. E ainda, de obstrução vasculares causadas pela aterosclerose, além de doenças estruturais e assistência a procedimentos cirúrgicos, completa.
A aquisição e instalação dos novos equipamentos ocorreu nos dois últimos meses de 2025 e exigiu também ampliação da área física do setor para maior conforto dos pacientes. O diretor reforça que toda equipe técnica foi devidamente treinada pela empresa para manuseio dos equipamentos, além do que a equipe médica segue desenvolvendo estudos e em processo contínuo de aperfeiçoamento para que se possa oferecer resultados ágeis e eficazes.
Em sua análise sobre os ganhos tecnológicos, o cardiologista e hematologista reforça que os equipamentos têm impressionado o corpo clínico “pela qualidade e clareza das placas coronianas, além da redução dos tempos de procedimento.
O histórico empreendedor e inovador de Costantino Costantini dentro da cardiologia intervencionista está marcado na própria trajetória profissional, que revolucionou a cardiologia intervencionista com a realização, ainda em 1979l, da primeira angioplastia coronária da América Latina, como da instituição hospitalar, que foi fundada em maio de 1998 como Clínica Cardiológica C. Costantini, recebendo o título de “Primeira Central de Dor no Peito do Paraná”. Menos de década e meia depois tá tinha o selo de Acreditação Nível 1 da ONA.
Em 2000, criou o Clube do Coração, voltado a incrementar ações de prevenção, que ganharia amplitude a partir de 2005 com a famosa “Caminhada do Coração”, voltada à promoção da saúde cardiovascular.
Ainda em setembro de 2003, o médico criou a Fundação Francisco Costantini com o propósito de oferecer atendimento ambulatorial gratuito a pessoas comprovadamente carentes. A entidade tem reconhecimento como de utilidade pública. Já no ano seguinte, ganhava o status de hospita-escola, com a formação de médicos especialistas. Consolidava, assim, sua proposta ensaiada desde o período de formação e sustetanda em três pilares institucionais: prestar um serviço de cardiologia de excelência, desenvolver ensino e pesquisa e realizar medicina preventiva dentro da cardiologia, buscando o diagnóstico precoce da doença estimulando principalmente a mudança do hábito de vida das pessoas.
Infarto e morte entre jovens
A cena se repete com frequência crescente nos hospitais brasileiros: pacientes cada vez mais jovens, na casa dos 40 anos, chegam às emergências vítimas de infarto. O que antes era uma estatística associada à faixa dos 50 e 60 anos agora preocupa médicos, gestores de saúde e especialistas em políticas públicas.
“Essa é hoje a nossa maior preocupação — e deveria ser também da saúde pública”, afirma o cardiologista Costantino Costantini, fundador e diretor-geral do Hospital Cardiológico Costantini, em Curitiba. “Estamos vendo um número elevado de infartos e de mortes súbitas em pessoas jovens.”
Referência nacional em cardiologia, o hospital acaba de dar um passo decisivo no enfrentamento desse cenário com a instalação de dois novos equipamentos de última geração: um sistema de hemodinâmica e um tomógrafo coronário integrados à Inteligência Artificial. O investimento, próximo de R$ 20 milhões, amplia significativamente a capacidade de diagnóstico precoce e tratamento seguro das doenças cardiovasculares.
Segundo Costantini, o problema central não está apenas no avanço da doença, mas na falha em identificá-la a tempo. “Hoje tratamos as consequências de uma enfermidade mal diagnosticada, que não recebe o tratamento adequado antes de se manifestar de forma grave, exigindo cirurgia ou angioplastia.”
A doença cardiovascular segue liderando as causas de morte no mundo. Seu caráter assintomático é um dos maiores desafios. “Na maioria das vezes, o primeiro sintoma é justamente o infarto ou a morte súbita”, explica o cardiologista.
A tomografia coronária, agora aliada à Inteligência Artificial, permite identificar precocemente sinais de aterosclerose — o depósito de gordura nas artérias — antes que o quadro se torne crítico. “É nesse momento que conseguimos intervir de forma justa, com medicamentos, mudanças de hábitos e acompanhamento clínico, garantindo qualidade e expectativa de vida ao paciente.”
Para Costantini, o exame oferece respostas mais precisas ao médico clínico, especialmente quando há histórico familiar e fatores de risco envolvidos. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de informação qualificada para tomar decisões corretas.”

Tecnologia a serviço da vida
Além do diagnóstico, os avanços também transformaram o tratamento. Estudos científicos recentes apontam que procedimentos guiados por ultrassom intracoronário reduzem em até 50% o risco de infarto em cinco anos, em comparação com intervenções baseadas apenas na angiografia tradicional.
No Hospital Costantini, o ultrassom intracoronário — um dispositivo de cerca de um milímetro — já integra a rotina dos procedimentos. “Quando usamos imagem intracoronária para implantar um stent, aumentamos consideravelmente a segurança e a eficácia do tratamento”, explica.
A Inteligência Artificial, associada a imagens de altíssima definição, eleva ainda mais esse padrão. “Ela nos ajuda a decidir com maior precisão o que fazer e como fazer. Hoje trabalhamos com um grau de segurança próximo de 98%”, afirma.
Reconhecimento internacional
Em novembro do ano passado, o hospital foi palco de um congresso científico internacional que reuniu algumas das maiores autoridades mundiais em cardiologia intervencionista e diagnóstico. Durante o evento, especialistas acompanharam procedimentos ao vivo e analisaram imagens geradas pelos novos equipamentos.
“Tivemos transmissões simultâneas de duas salas: uma com a tecnologia de cinco anos atrás e outra com a nova estrutura, que oferece imagem 4K. Foi uma experiência científica ímpar”, relata Costantini.
Os novos equipamentos da Philips representam o que há de mais avançado no mundo para diagnóstico cardiovascular e aplicação da Inteligência Artificial, consolidando Curitiba como um polo de excelência na área.
Prevenção ainda é o maior desafio
Apesar dos avanços tecnológicos, Costantini faz um alerta: o Brasil ainda falha na educação sanitária e na prevenção. “Não existe uma cultura sólida de controle dos fatores de risco antes que a doença se manifeste de forma grave.”
Há 25 anos, ele tenta mudar esse cenário com a Caminhada do Coração, evento que reúne mais de 10 mil pessoas em percursos de cinco a seis quilômetros, acompanhados de orientações sobre saúde cardiovascular.

“O exercício físico é a mola mestra da prevenção. Ele reduz obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol, triglicerídeos e até o tabagismo”, afirma.
Entre tecnologia de ponta e hábitos simples, a mensagem é clara: combater o avanço dos infartos entre jovens exige diagnóstico precoce, informação de qualidade e mudança de comportamento — antes que o coração cobre um preço alto demais.


