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Ministério da Saúde inicia implementação da Assistência Farmacêutica em Oncologia no Paraná

Secretário-executivo Adriano Massuda abriu oficina em Curitiba, visitou o Hemepar e o Hospital do Rocio e vistoriou as obras do novo hospital de São José dos Pinhais

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, abriu nesta quinta-feira (1º), no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, a Oficina de Implementação da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco). O hospital é um dos serviços onde o novo modelo começa a ser colocado em prática, com a execução de um projeto-piloto.

A AF-Onco está sendo implementada em seis estados e no Distrito Federal (Paraíba, Pernambuco, Pará, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e DF), com 11 serviços participantes. Para acompanhar o processo, o Ministério da Saúde montou seis equipes de trabalho, que reúnem a Secretaria-Executiva, a Secretaria de Atenção Especializada (SAES), a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTIE) e a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). As equipes registram as demandas dos serviços e identificam ajustes necessários nos fluxos e sistemas. Esse retorno orienta as próximas rodadas de implantação nos estados.

“A implementação da AF-Onco representa uma etapa importante para a organização da assistência farmacêutica oncológica no SUS. A experiência prática do Hospital Erasto Gaertner será fundamental para orientar os ajustes necessários e consolidar o modelo em âmbito nacional”, afirmou Massuda.

A programação incluiu a apresentação da base normativa da AF-Onco e de suas principais mudanças, da negociação nacional e das Centrais de Diluição. O Hospital Erasto Gaertner apresentou a Jornada do Paciente no serviço, e a equipe do Ministério fez uma demonstração dos sistemas que vão apoiar a implementação. À tarde, os profissionais do hospital participaram de atividades práticas de cadastramento, capacitação e testes dos sistemas.

A abertura contou com a participação do diretor executivo administrativo do Hospital Erasto Gaertner, Fernando César de Oliveira; da secretária municipal de Saúde de Curitiba, Jane Sescatto; da diretora da AgSUS, Luciana Maciel; e de representante da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. As oficinas também têm a participação do Conass e do Conasems.

Hemepar: 25 anos da Política Nacional de Sangue

Ainda em Curitiba, Massuda visitou o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), que coordena uma rede de 27 serviços de hemoterapia no estado. A visita ocorre no ano em que a Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados completa 25 anos. Criada em 2001, a política consolidou no SUS um modelo público, universal e não remunerado de acesso ao sangue.

Pelo Novo PAC, o Hemepar recebeu R$ 2,76 milhões em equipamentos para produção e armazenamento de plasma de uso industrial. Em toda a Hemorrede paranaense, que inclui Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, o investimento chega a R$ 4,48 milhões, com 32 equipamentos já entregues. O Hemepar também coordena a assistência a 2.398 pacientes com coagulopatias hereditárias, como hemofilia A e B e doença de von Willebrand, cujos medicamentos são fornecidos pelo Ministério da Saúde. A unidade ainda faz a coleta de sangue para cadastro de doadores no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Em Curitiba, o Novo PAC soma R$ 34,43 milhões em veículos e equipamentos. Desse total, R$ 6,95 milhões foram para a renovação da frota do Samu 192, com entregas já concluídas, e R$ 27,47 milhões para equipamentos, incluindo a expansão da radioterapia (R$ 14,6 milhões), combos de cirurgia geral e oftalmológica e equipamentos para o Lacen e para teleconsulta. O Teto MAC do município passou de R$ 730,7 milhões em 2022 para R$ 1,07 bilhão em 2026, um crescimento de 46,7%.

Hospital do Rocio, em Campo Largo

Em Campo Largo, o secretário esteve no Hospital do Rocio, que tem 838 de seus 890 leitos (94,2%) destinados ao SUS. São 226 leitos de UTI adulto, 104 de UTI neonatal, 25 de UTI pediátrica e 10 de unidade coronariana. O hospital é referência em gestação e puerpério de alto risco na Rede Alyne, tem habilitação para atendimento de AVC e recebe R$ 50,67 milhões em custeio pela Rede de Atenção às Urgências. Entre 2022 e 2026, registrou 205,5 mil internações e 4,53 milhões de procedimentos ambulatoriais.

O Hospital do Rocio participa do programa Agora Tem Especialistas e está aderindo ao Componente Crédito Financeiro. No Paraná, esse componente já soma 28 propostas aprovadas, 10 contratadas, R$ 37,8 milhões e previsão de 16.405 procedimentos adicionais para o SUS, entre consultas, exames e cirurgias.

Em Campo Largo, o Novo PAC soma R$ 6,12 milhões. Desse total, R$ 4,8 milhões são para a construção de duas Unidades Básicas de Saúde, R$ 164,1 mil para equipamentos de UBS e teleconsulta e R$ 1,14 milhão para uma ambulância Tipo A e a renovação da frota do Samu 192. O Teto MAC do município cresceu 36,9% desde 2022, chegando a R$ 5,58 milhões.

Novo hospital em São José dos Pinhais

Em São José dos Pinhais, Massuda vistoriou as obras do novo Hospital e Maternidade do município, viabilizado pelo Novo PAC – Hospitais Regionais. O investimento conjunto é de R$ 154,9 milhões, sendo R$ 46,8 milhões do Governo Federal, R$ 60 milhões do Governo do Paraná e R$ 48,1 milhões do município. A obra já passou da metade da execução.

A unidade terá 328 leitos SUS, entre clínicos, cirúrgicos, obstétricos e pediátricos, além de UTI adulto, UTI neonatal e cuidados intermediários. A população de referência é de 348 mil habitantes, de São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e municípios da região. A capacidade estimada é de 20 mil atendimentos mensais no pronto-socorro, cerca de 300 partos por mês (um quarto deles de alto risco) e mais de 2 mil atendimentos mensais no pronto atendimento obstétrico. No hospital usado atualmente, a ocupação do pronto-socorro chegou a 165%. A nova unidade também terá papel estratégico no atendimento a vítimas de trauma, inclusive usuários das rodovias federais que cortam o município.

No total, o Novo PAC soma R$ 171,68 milhões em São José dos Pinhais. São R$ 167,8 milhões em obras, que incluem o novo hospital e duas UBS, R$ 1,66 milhão em equipamentos para UBS e teleconsulta e R$ 2,2 milhões para a expansão e renovação da frota do Samu 192, com veículos já entregues.

Investimentos no Paraná

A carteira do Novo PAC Saúde no Paraná soma R$ 988,3 milhões. São R$ 662,3 milhões em obras, com destaque para 92 UBS, 16 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), três policlínicas e dois hospitais regionais. Outros R$ 170,6 milhões são para veículos, incluindo 256 ambulâncias para renovação da frota do Samu 192, e R$ 155,4 milhões para equipamentos. O Ministério da Saúde também destinou ao estado 20 novos veículos, que somam R$ 6,12 milhões: 15 ambulâncias Tipo A e 5 Unidades Odontológicas Móveis. Em 2026, o Ministério repassou R$ 6,5 bilhões ao Paraná. O Teto MAC estadual cresceu 21,28% desde 2022, chegando a R$ 1,37 bilhão. O programa Mais Médicos tem 1.816 vagas ativas no estado, e o Farmácia Popular beneficiou 1,7 milhão de pessoas em 2026.

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