Ao atacar Ciro Gomes, o senador Sergio Moro (União-PR) não ter a dimensão do vespeiro em que mexeu. Em Sobral, Moro afirmou que, Moro afirmou que o ex-ministro teria dito que ele seria “recebido com bala” caso fosse à cidade e, em tom de provocação, declarou: “Pois bem, tô aqui”.
No discurso de lançamento da pré-candidatura de Eduardo Girão ao governo do Ceará, Moro disse não se intimidar diante de “valentões”, chamou Ciro de “bufão” e afirmou que o senador cearense seria o “único representante da direita” no estado. O ex-juiz ainda tentou associar o adversário ao PT e ao crime organizado, num discurso moldado para acirrar a disputa política local.
O episódio resgata um confronto que remonta a 2017, quando Ciro, no auge da escalada da Lava Jato, reagiu duramente a ações conduzidas por Moro. A declaração usada agora pelo senador tem origem naquele período de radicalização política e volta a circular num contexto muito diferente: não mais como reação a abusos atribuídos à operação, mas como peça de palanque em uma disputa antecipada de 2026.


