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No debate, muita agressividade, trocas de insultos e pouco sobre projetos de governo para o Estado

Não houve vencedor ou perdedor no debate realizado nesta terça-feira (29), na Globo, em Curitiba, entre os candidatos que querem governar o Paraná. O que vimos, foi justamente o que esperávamos: trocas de insultos, ataques e defesas e muito pouco sobre projetos de governo. Os três candidatos – Sergio Moro, Sandro Alex e Requião Filho, foram preparados para os embates. Segurança pública, educação e saúde foram alguns dos temas de destaque.

Nos três primeiros blocos, onde cada candidato fazia uma pergunta ao oponente, fosse ela sobre plano ou projeto de governo ao Estado, as respostas vinham com tons agressivos. Moro começou alfinetando Alex ao questionar a prioridade dada ao ex-secretário de Infraestrutura à rodovia até a porta do Resort Taiaá, de propriedade do ministro Luiz Fux e não à ponte de Guaratuba.

Do fundo do baú

Foi pura provocação. A partir daí, o foco passou a ser outro. Sandro Alex questionou a atuação de Moro no Senado Federal e o acusou de ter votado, como senador, para o ingresso de Flavio Dino no Supremo Tribunal Federal, o mesmo que participou ativamente para a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Moro negou. Por várias vezes

O embate entre Requião Filho e Moro foi mais leve, o que não aconteceu entre o pedetista e o representante do PSD. Sandro Alex buscou, no fundo do baú, a gestão de Eduardo Requião no Porto de Paranaguá. A resposta veio na ponta da língua: “hoje o Porto de Paranaguá é rota de tráfico de drogas”, disse Requião Filho.

Segurança pública

Sergio Moro veio com uma pergunta – carro-chefe de sua campanha – preparada pela sua equipe: segurança pública. O senador insinua ou sustenta que não existe segurança no Paraná e que é preciso prisões de segurança máxima, como se isso fosse a solução para um Estado que precisa crescer, se desenvolver, gerar riquezas e empregos.

E foi justamente na questão de segurança pública que Requião Filho insistiu: feminicídio. Moro se perdeu nas respostas.

Sandro Alex e Sergio Moro pareciam disputar para ver quem era mais bolsonarista, para garimpar votos da direita.

Este foi o debate: trocas de insultos, agressividade e pouco para o Paraná.

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