HomeDESTAQUENo Supremo Tribunal Federal, as fissuras debaixo da toga

No Supremo Tribunal Federal, as fissuras debaixo da toga

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tenta costurar as fissuras abertas na Corte pelo caso Banco Master e pelo envolvimento de integrantes do tribunal no episódio. Na terça-feira (15), às 10 horas, o plenário do Supremo deverá enfrentar mais um capítulo da crise, ao analisar o caso envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão será pública e transmitida ao vivo pela Rádio Justiça, TV Justiça e pelo canal oficial do STF no YouTube. O sinal também ficará disponível para retransmissão por emissoras interessadas.

Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, Fachin reuniu-se individualmente com ministros da Corte para ouvir opiniões e buscar entendimento sobre o rito a ser adotado. A própria forma de condução da sessão provocou divergências internas.

Parte dos ministros defendia uma análise reservada, sob o argumento de que a exposição pública poderia escancarar divergências dentro do Supremo em um momento particularmente delicado, às vésperas das eleições. Outra ala da Corte, acompanhada por ministros aposentados, sustentou que a gravidade do episódio exigia transparência e, portanto, uma sessão aberta.

Mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro

Na terça-feira, portanto, não estarão sob os holofotes apenas as mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro que vieram à tona nas investigações envolvendo o Banco Master. Estará também em julgamento, ainda que simbolicamente, a capacidade do próprio Supremo de enfrentar publicamente uma crise que bateu à sua porta.

O processo foi liberado pelo ministro André Mendonça para análise do plenário.

Fachin tenta agora trocar o remendo pela costura institucional. O problema é que, quando as fissuras chegam ao plenário, já não basta escondê-las sob a toga: é preciso explicar ao país como surgiram — e até onde chegaram.

MAIS LIDAS

ÚLTIMAS