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Quando nem tudo vai bem com o coração

Dia nove de julho é o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, data criada para orientar a população sobre sintomas ocultos, estimular a prevenção e a adesão aos tratamentos. Esta campanha é extremamente importante já que as doenças do coração sãos as maiores causadoras de mortes no Brasil e no mundo”, destaca o cardiologista e supervisor do serviço de Ecocardiografia do Hospital de Clínicas da UFPR, Dr. Marco Lofrano. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 80% das mortes poderiam ser evitadas com algumas mudanças no estilo de vida.


Mas em geral, o que ocorre é que as pessoas não percebem o quanto prejudicam o próprio coração. Pressão arterial descontrolada, glicemia nas alturas, alimentação industrializada rica em gorduras e sódio, tabagismo, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, estresse… até que, ele começa a pedir cuidados.

E isso não acontece de um dia para o outro. O coração dá sinais de que nem tudo vai bem. O Dr. Lofrano diz que “as pessoas não sabem reconhecer estes sinais e pensam se tratar de efeitos naturais do envelhecimento”. Cansaço intenso, inchaços, tosse seca principalmente à noite, palpitações e confusão mental. Sintomas que podem alertar para o fato do coração estar perdendo a capacidade de bombear o sangue adequadamente.

Em consequência disso, rins, fígado, pulmões e cérebro passam a sofrer, podendo inclusive apresentar lesões. As arritmias cardíacas se tornam mais frequentes e a probabilidade de AVC e de parada cardiorrespiratória aumentam, assim como o risco de morte súbita.

Quando o problema já está instalado, o acompanhamento médico, o uso adequado das medicações indicadas  e a adoção de bons hábitos são imprescindíveis para o controle dos efeitos da IC.

Lofrano destaca que a campanha quer informar melhor as pessoas para que elas busquem ajuda médica a tempo. “Com as novas opções de tratamento disponível, é possível controlar os sintomas e a progressão da doença e, em boa parte dos casos, até reverter o problema inicial. Isso possibilita ter uma vida plena mesmo convivendo com a Insuficiência Cardíaca, mas isso exige conscientização, diagnóstico e tratamento precoce e escolhas diárias mais saudáveis”.

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