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Roubo de cargas mostra fragilidade da logística nas rodovias

Uma operação da Polícia Civil do Paraná na última segunda-feira (16) contra uma organização criminosa suspeita de roubo de cargas na Região Metropolitana de Curitiba expõe um dos principais problemas da logística no país: a segurança no transporte rodoviário de mercadorias. Segundo a investigação, o grupo teria cometido ao menos sete assaltos entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026 na região de Campo Largo, sobretudo nas proximidades da praça de pedágio de São Luiz do Purunã.

A ação cumpriu oito mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão em Curitiba, Fazenda Rio Grande e Balsa Nova. A investigação contou com apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar do Paraná e da Guarda Municipal de Campo Largo.

Casos como esse ocorrem em um cenário em que o roubo de cargas segue como um dos principais riscos para a cadeia logística brasileira. Dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) indicam que o país registra, em média, 27 roubos de carga por dia, o que mantém o crime entre as principais ameaças ao transporte rodoviário de mercadorias.

Riscos

O problema tem impacto direto sobre os custos da logística nacional. O transporte rodoviário responde por cerca de 65% da movimentação de cargas no Brasil, o que torna as rodovias o principal eixo de circulação de mercadorias e também alvo de quadrilhas especializadas.

“As rodovias continuam sendo um ambiente de alto risco para operações de transporte. Parte dos ataques ocorre em corredores estratégicos de escoamento da produção e distribuição, como regiões de pedágio, entroncamentos rodoviários e acessos a centros urbanos”, explica a CEO da Tecnorisk, Tatiane Bueno.

Para ela, a segurança logística depende de planejamento e análise constante das rotas. “A gestão de risco no transporte permite identificar pontos críticos, avaliar horários mais sensíveis e estabelecer protocolos que reduzem a exposição da carga nas rodovias”, afirma.

Tatiane reforça que a proteção da carga precisa fazer parte da estratégia das empresas de transporte. “O planejamento, o monitoramento e a análise de dados são fundamentais para reduzir perdas e garantir a continuidade das operações”, conclui.

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