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Deputados atacam Fiep com “gastos suspeitos” — mas conta não fecha e presidente da federação sai fortalecido

Começou a briga política de olho nas eleições de outubro no Paraná — e o alvo da vez é Edson Vasconcelos, presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná).

Tudo começou com o deputado Denian Couto, que tentou emplacar uma denúncia contra a federação em seu programa de TV. Não colou. Aí entrou em cena o deputado Marcelo Rangel (PSD), de Ponta Grossa, que subiu na tribuna da Assembleia para acusar a Fiep de ter gastado R$ 53 milhões com jardinagem — um salto de quase 300% em relação ao ano anterior.

Só que a Fiep rebateu na hora: segundo a federação, o valor real gasto com jardinagem em todas as suas mais de 50 unidades espalhadas pelo Paraná é de pouco mais de R$ 4,3 milhões. O resto, segundo a entidade, foi um erro de classificação no próprio sistema de transparência, misturando serviços de manutenção geral (facilities) com jardinagem.

Resultado: a denúncia furou, e quem sai com a imagem mais forte é justamente quem os deputados queriam derrubar. Nos bastidores, a explicação é simples — Vasconcelos é cotado para entrar na chapa de Sérgio Moro ao governo do estado, o que incomoda quem não quer vê-lo com esse peso político. Rangel, aliás, tem outro interesse: ele mira a prefeitura de Ponta Grossa e quer tirar do caminho o espaço hoje ocupado pela prefeita Elizabeth Schmidt.

Enquanto isso, entidades como a Feturismo saíram em defesa pública de Vasconcelos, dizendo que ataques como esse tentam desgastar lideranças do setor produtivo por interesse político.

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