A Itália está pronta para abrir as portas para o mundo com os Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina 2026, que começam em 6 de fevereiro em Milão e Cortina d’Ampezzo. O evento reunirá atletas de todo o mundo e promete deixar um legado econômico, social e esportivo duradouro.
Além das competições olímpicas, os Jogos Paralímpicos de Inverno ocorrerão de 6 a 15 de março, com cerca de 600 atletas disputando seis modalidades: esqui alpino, esqui cross-country, biatlo, snowboard, curling em cadeira de rodas e hóquei no gelo. A delegação brasileira será recorde, com sete atletas confirmados em esqui cross-country e snowboard. As provas serão realizadas em Milão, Cortina d’Ampezzo, Verona e Tesero, reforçando a infraestrutura esportiva inclusiva do país.
Segundo especialistas, eventos desse porte podem aumentar o PIB regional em até 0,3%, gerando bilhões de euros em investimentos e milhares de empregos nos setores de construção, transporte, hospedagem e gastronomia. Além disso, melhorias em rodovias, estações de esqui e vilas olímpicas deixarão um legado duradouro para as comunidades locais.
Os Jogos também têm impacto social e cultural. Em um país marcado por diferenças regionais, as Olimpíadas e Paralimpíadas promovem orgulho nacional, inclusão e incentivo ao esporte entre jovens e atletas paralímpicos. A sustentabilidade e a preservação ambiental das áreas alpinas estão no centro da organização, garantindo que futuras gerações possam praticar esportes de inverno com qualidade.
Renata Bueno, ex-deputada italiana de origem brasileira, destaca que eventos desse porte vão além do esporte. “Em 2016, nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, pude ver como essas competições criam oportunidades de cooperação internacional e fortalecem laços culturais e econômicos entre países”, afirmou.
Com a contagem regressiva para a abertura, Milano-Cortina 2026 promete ser uma vitrine do esporte de elite e da inclusão paralímpica, consolidando a Itália como referência mundial em organização de eventos esportivos internacionais.


