O Governo do Paraná solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a desativação de 11,5 quilômetros da malha ferroviária Rio Branco, que corta a região norte de Curitiba. O prazo para desativação do trecho é de 45 dias.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Logística, apenas vagões que carregam cimento ao Porto de Paranaguá utilizam os trilhos e o transporte, que corresponde a 7% da produção da empresa, pode ser feito por Ponta Grossa, nos Campos Gerais.
A medida visa evitar novos acidentes na capital. Em nota, o Governo do Estado também informa que iniciou discussões com a Prefeitura de Curitiba, ANTT e Ministério dos Transportes sobre a construção de uma nova linha férrea que passaria por fora da cidade a partir da nova concessão, em 2027.
De acordo com a ANTT, Curitiba lidera acidentes com trens no Brasil. Entre 2021 e 2024, foram 152 ocorrências com 60 feridos e 27 mortes.
Malha ferroviária em Curitiba
Em Curitiba, há 37 quilômetros de trilhos que cortam os bairros das regiões Sul e Leste. São 45 passagens de nível instaladas para a circulação de pedestres e veículos, a maioria no Uberaba e no Cajuru.
A ligação férrea da capital com o mar foi construída pelos Irmãos Rebouças há mais de 100 anos, no período imperial.
As linhas férreas são uma concessão do governo federal. A Região Metropolitana de Curitiba faz parte da Malha Sul e quem explora é a Rumo Logística.
*com BandNews Curitiba.
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