Grupo paulistano celebra 80 anos com show histórico no Teatro Guaíra diante de público animado
Demônios da Garoa comemoram 80 anos com show histórico e lotação máxima no Teatro Guaíra durante a 43ª Oficina de Música de Curitiba.
A apresentação dos Demônios da Garoa na noite de terça-feira, 13 de janeiro, marcou um momento de celebração e reverência dentro da 43ª Oficina de Música de Curitiba. Com o Teatro Guaíra completamente lotado, o grupo paulistano, que celebra 80 anos de carreira, trouxe sua energia contagiante e um repertório que atravessa gerações para a capital paranaense. A presença de Ricardinho, um dos integrantes, reforçou a importância do evento para o grupo e para o público local.
Repertório histórico e conexão com Adoniran Barbosa
O show começou com a emblemática “Saudosa Maloca” e seguiu com uma seleção de clássicos que marcaram a história do samba paulista e brasileiro. Canções como “Iracema”, “Samba do Arnesto” e “Tiro ao Álvaro” foram destaque, exemplificando a parceria fundamental do grupo com o compositor Adoniran Barbosa, nome essencial na música brasileira e conterrâneo dos artistas. Este repertório não apenas agradou fãs antigos, mas também atraiu novas gerações, mostrando a relevância contínua da obra dos Demônios da Garoa.
Impacto cultural e importância da celebração dos 80 anos
O aniversário de 80 anos do Demônios da Garoa representa uma marca rara de longevidade e influência na música brasileira. Com 76 discos lançados, mais de 30 milhões de cópias vendidas e cerca de 11 mil apresentações realizadas, o grupo mantém-se como um dos mais importantes da história do samba. A apresentação em Curitiba simboliza a vitalidade da cultura musical nacional e o papel fundamental do samba como patrimônio cultural. O evento contribui para o fortalecimento da cena local e para o intercâmbio artístico entre regiões.
Estrutura e legado do grupo em atividade contínua
Atualmente, o conjunto é formado por Sérgio Rosa, Dedé Paraizo, Ricardinho (Ricardo Cassimiro Rosa), Everson Pessoa e Canhotinho, que toca cavaquinho desde 1962. Essa composição reflete a continuidade e a adaptação necessárias para manter a relevância artística ao longo das décadas. A capacidade do grupo de dialogar com artistas contemporâneos e de se reinventar sem perder suas raízes é um dos fatores que explicam sua longevidade e sucesso.
O encerramento e a emoção do público no Teatro Guaíra
O show encerrou-se ao som de “Trem das Onze”, que foi cantada em coro por toda a plateia, demonstrando a forte ligação emocional entre o público e o repertório do grupo. A resposta animada dos presentes, que cantaram, dançaram e aplaudiram do início ao fim, traduz o impacto cultural da apresentação. Este momento reafirma a importância de eventos como a Oficina de Música de Curitiba para a difusão e valorização da música brasileira em suas diversas manifestações.
Fonte: rss.app


