Luciana Vieira, com síndromes genéticas raras, encontra os ídolos Gian & Giovani no evento Verão Maior em Pontal do Paraná
Luciana Vieira, em cuidados paliativos, realiza sonho de encontrar Gian & Giovani durante o evento Verão Maior no Paraná.
O encontro marcante no Verão Maior em Pontal do Paraná
No sábado, 31 de janeiro, durante o evento Verão Maior em Pontal do Paraná, Luciana Vieira, paciente em cuidados paliativos, realizou o sonho de conhecer de perto os cantores Gian & Giovani. Fã desde a infância, Luciana vive com duas síndromes genéticas raras que a tornam propensa a diversos tipos de câncer. O encontro emocionado demonstrou o poder que a música e a solidariedade têm para fortalecer a vontade de viver de quem enfrenta doenças graves.
A trajetória de Luciana Vieira diante das síndromes genéticas
Luciana é portadora da síndrome de Li-Fraumeni (SLF) e da síndrome de Lynch, ambas condições genéticas que aumentam o risco de desenvolver variados tipos de câncer. A predisposição hereditária já levou vários familiares, incluindo seus pais, a falecerem devido à doença. Recentemente, ela enfrenta um câncer raro no pericárdio, e está em fase 1 dos cuidados paliativos, buscando controlar sintomas e preservar sua qualidade de vida. Sua história é permeada pela luta contínua e esperança, destacando que cuidados paliativos visam viver melhor, e não apenas aguardar o fim.
A influência de Gian & Giovani no combate ao câncer da família
Desde 2015, Luciana e sua filha travam uma batalha contra o câncer, motivada pelas síndromes genéticas. A filha, hoje curada após um transplante de células-tronco, recebeu apoio financeiro e emocional da equipe de Gian & Giovani, após Luciana enviar uma carta e vídeo ao grupo. Esse suporte foi vital para que a filha superasse a doença, encerrando um ciclo familiar marcado por perdas. O reconhecimento pessoal durante o Verão Maior expressou a gratidão profunda de Luciana pelo impacto dos cantores em sua vida.
Cuidados paliativos: redefinindo a qualidade de vida em doenças graves
Luciana esclarece que estar em cuidados paliativos não significa resignação, mas sim a busca por autonomia e bem-estar diante de uma doença grave. Esta fase inicial do tratamento foca em aliviar sintomas e promover qualidade de vida, rompendo com o estigma que associa paliativo exclusivamente ao final da vida. A paciente destaca sua vontade de continuar vivendo intensamente, realizando sonhos como voltar à praia e, futuramente, voar de parapente.
Avanços genéticos que mudam o destino familiar
Além da superação da filha, Luciana celebra a chegada de seu segundo filho, que não herdou as síndromes genéticas graças ao uso de Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (PGD) durante fertilização in vitro. Esse avanço representa um novo capítulo para a família, interrompendo o ciclo hereditário do câncer e abrindo perspectivas de vida saudável. A história de Luciana ilustra como a medicina personalizada pode transformar realidades, aliado a um olhar humano e de esperança.
Fonte: www.parana.pr.gov.br


