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seca recua no norte do paraná após chuvas do fim do ano

monitor nacional aponta redução da seca no Norte e Noroeste do Paraná com volumes pluviométricos acima da média

O monitor nacional revela que a seca recuou no Norte do Paraná graças às chuvas acima da média no final de 2025.

O recuo da seca no Norte do Paraná impulsionado pelas chuvas do fim do ano

O monitor nacional da Agência Nacional de Águas (ANA) divulgou que a seca recua no Norte do Paraná após as chuvas acima da média registradas no último trimestre de 2025. De acordo com o Simepar, coordenador da análise no Paraná, cidades como Guaíra e Cambará receberam volumes pluviométricos inéditos, o que contribuiu para a redução significativa da seca fraca e moderada no Norte e Noroeste do estado. O meteorologista Reinaldo Kneib ressalta que essa melhora reflete as condições climáticas favoráveis da primavera e início do verão, impactando diretamente os recursos hídricos locais.

Avanço da seca no Sul e Sudoeste do Paraná devido a chuvas irregulares

Enquanto o Norte apresenta melhora, o Sul e Sudoeste do Paraná sofreram avanço da seca, principalmente na região da divisa com Santa Catarina. A irregularidade e o volume abaixo da média das chuvas nos últimos meses intensificaram a seca fraca nessas áreas. Dados de 19 das 44 estações meteorológicas do Simepar registraram volumes pluviométricos inferiores ao histórico em dezembro, evidenciando a persistência do déficit hídrico em parte do estado. Essa disparidade regional demanda atenção para a gestão dos recursos hídricos e planejamento agrícola.

Cidades com volumes pluviométricos recordes alteram cenário hídrico

Guaíra e Cambará foram destaque no Paraná em dezembro de 2025, contabilizando chuvas de 517,2 mm e 407,2 mm, respectivamente, bem acima das médias históricas de 175,1 mm e 144,9 mm. Os registros representam os maiores acumulados desde o início da operação das estações meteorológicas locais. Esse volume expressivo de precipitação foi fundamental para a reversão parcial da seca no Norte, proporcionando alívio para o solo e os reservatórios locais, além de melhorar as condições para a agricultura e abastecimento.

Situação da seca nas demais regiões paranaenses e impacto no abastecimento

No Norte Pioneiro, norte dos Campos Gerais e parte do litoral, a seca moderada ainda é observada, enquanto na Região Metropolitana de Curitiba e restante da faixa Leste do estado a seca permanece fraca. O recuo de uma categoria de seca na região norte indica uma melhoria gradual, porém a persistência da seca fraca sugere que cuidados na gestão da água ainda são necessários. O monitoramento constante do Simepar continua sendo fundamental para orientar ações governamentais e comunitárias visando mitigar os efeitos da seca.

Panorama nacional da seca e o papel do Monitor de Secas da ANA

Em âmbito nacional, o Nordeste brasileiro ainda enfrenta seca extrema, afetando estados como Bahia, Piauí e Pernambuco, enquanto o Sudeste, parte do Centro-Oeste e Tocantins apresentam seca moderada. O Rio Grande do Sul destaca-se por não apresentar registros de seca na última atualização. O Monitor de Secas, coordenado pela ANA desde 2017, integra dados de precipitação, temperatura, vegetação e reservatórios para produzir mapas trimestrais que subsidiam políticas públicas e estratégias de mitigação dos impactos da seca no país.

Metodologia e importância da análise diária do Simepar para o Paraná

O Simepar realiza análises mensais das regiões Sul e Sudeste do Brasil com base em indicadores como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação e níveis dos reservatórios. Esses dados são essenciais para mapear a evolução da seca e prever seus impactos. A coordenação da elaboração do mapa completo a cada três meses permite uma visão abrangente e atualizada do cenário climático, fornecendo informações cruciais para o planejamento agrícola, a gestão dos recursos hídricos e a prevenção de crises hídricas no Paraná.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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