HomePolíticaEstadualEduardo Pimentel monta estratégia para combater cheias em Curitiba

Eduardo Pimentel monta estratégia para combater cheias em Curitiba

 biruta da política está ao sabor de um vento forte, daqueles que mudam de direção sem pedir licença. Depois das urnas, alianças se desfazem, outras começam a ser costuradas e vencedores e derrotados ainda tentam compreender a nova fotografia do poder no Paraná. Logo virá a calmaria. E, quando as luzes se acenderem por inteiro, será possível enxergar melhor quem saiu maior — e quem encolheu — desta eleição.

Enquanto isso, há uma cidade que não pode esperar a poeira baixar. Curitiba avança na busca de soluções para problemas ambientais, mobilidade, segurança, saúde e inclusão social. À frente desses desafios está Eduardo Pimentel, um jovem prefeito que começa também a ocupar um espaço próprio no cenário político paranaense. Se souber administrar esse patrimônio, poderá, mais adiante, ser chamado a disputar responsabilidades ainda maiores.

Eduardo Pimentel optou pelo pragmatismo

Eduardo atravessou a campanha procurando não se amarrar aos extremos da polarização. Evitou a intolerância, o ódio e o envenenamento que transformaram parte da política brasileira numa trincheira permanente. Preferiu o pragmatismo.

Foi assim quando deixou claro que não apoiaria Cristina Graeml, candidata de seu partido ao Senado. Não fez rodeios. Adotou Alexandre Curi como primeira opção e estendeu a mão a Deltan Dallagnol como segundo voto. Pode-se concordar ou discordar de suas escolhas, mas houve nelas uma sinalização política bastante clara: Eduardo decidiu caminhar com suas próprias pernas.

Também demonstrou maturidade institucional ao desejar uma boa gestão a Sergio Moro, eleito governador do Paraná. Curitiba não é uma ilha e não pode transformar divergências eleitorais em muros administrativos. Prefeitura e Governo do Estado precisam conversar, independentemente das diferenças políticas de seus ocupantes. Os interesses da população estão acima das cicatrizes deixadas pelas urnas.

A cidade se prepara para os eventos climáticos

Nesta segunda-feira, dia 5, Eduardo Pimentel certamente tinha motivos para refletir sobre o resultado eleitoral. Mas eleição termina no domingo; cidade nenhuma pode esperar até segunda-feira para voltar a funcionar.

Logo cedo, estava novamente na Prefeitura, tratando da agenda da semana e acompanhando o conjunto de obras espalhadas pela capital.

E há problemas que não perguntam em quem o prefeito votou. Um dos mais preocupantes está no céu, nos rios e nas mudanças do clima. Eventos meteorológicos cada vez mais severos obrigam as grandes cidades a se prepararem para chuvas intensas e enchentes. Curitiba precisa antecipar-se ao problema, não correr atrás do prejuízo quando a água já estiver dentro das casas.

É nesse ponto que Eduardo e o secretário municipal de Obras Públicas, Luiz Fernando Jamur, enfrentam um desafio que ultrapassa qualquer calendário eleitoral: ampliar as intervenções de drenagem, contenção de cheias e manejo das águas, com obras em rios, córregos e áreas sujeitas a alagamentos.

A cidade constrói estruturas de contenção, reservatórios e soluções subterrâneas de drenagem, procurando compatibilizar essas intervenções com o meio ambiente, a expansão urbana e o fluxo de veículos de Curitiba e da Região Metropolitana.

Quando o cidadão vê o dinheiro público bem investido

É um trabalho pouco glamouroso. Obra enterrada não rende a mesma fotografia de uma ponte monumental. Piscina subterrânea não corta fita. Drenagem não sobe em palanque. Mas é justamente quando desaba o temporal que o cidadão descobre se o dinheiro público foi aplicado antes que a água chegasse à sua porta.

A eleição acabou. As bandeiras serão recolhidas, os santinhos desaparecerão das ruas e a espuma da campanha baixará.

A cidade, porém, continuará acordando todos os dias. E talvez esteja aí a principal lição para quem pretende construir um futuro político: a biruta pode até mudar de direção conforme sopra o vento, mas um gestor não pode governar olhando para ela. Tem de saber para onde quer levar a cidade.

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