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Ponte de Guaratuba desativa ferry boat após mais de seis décadas de operação

A manhã deste domingo (3) trouxe a liberação definitiva da Ponte de Guaratuba para o tráfego de veículos, resultando na aposentadoria do ferry boat que realizava a travessia da Baía de Guaratuba por mais de 60 anos. O serviço, iniciado na década de 1960, foi uma solução para unir as margens da baía, uma vez que o acesso a Guaratuba se dava apenas por Santa Catarina ou com embarcações menores para pedestres.

O contrato entre o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) e a empresa que operava o ferry boat ainda permanecerá vigente por mais 90 dias. Com o término das travessias, as áreas utilizadas para a atracagem serão fechadas para que as obras possam ser finalizadas. Fernando Furiatti, secretário estadual de Infraestrutura e Logística, afirmou que a aposentadoria do ferry boat é um marco positivo para a população, que agora poderá utilizar a ponte.

O primeiro ferry boat a operar na Baía de Guaratuba foi introduzido em 1960, durante a gestão do governador Moisés Lupion. Com 27 metros de comprimento e 10 metros de largura, a embarcação de madeira possuía dois motores GM de 130 cavalos, transportando até 12 veículos e cerca de 100 passageiros, sem capacidade para ônibus.

A nova ponte, com 1.240 metros de extensão, recebeu um investimento de R$ 400 milhões do Governo do Estado. As estruturas que antes acomodavam o ferry boat passarão por uma transformação, com planos para a construção de um COMPLEXO NÁUTICO destinado a impulsionar o turismo na região.

Antes do início das operações do ferry boat, o acesso à Caiobá e a outras praias do Estado, assim como a Curitiba, era difícil. A alternativa demandava um desvio por Garuva, em Santa Catarina, utilizando uma estrada de terra que se tornava quase intransitável em dias de chuva. O asfalto nessa estrada somente chegou em 1966.

O futuro COMPLEXO NÁUTICO contará com estacionamento para 208 veículos, espaços de lazer e convivência, além de serviços como restaurantes e lojas. O investimento para essa nova estrutura é estimado em cerca de R$ 100 milhões, e as obras serão realizadas pela concessionária que vencer a licitação, com um contrato de 30 anos e a responsabilidade pela manutenção do local durante esse período.

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