O prefeito da cidade de Alto Paraná, com cerca de 15 mil habitantes, localizada na região Noroeste do Estado e distante cerca de 500 km de Curitiba, Claudemir Jóia Pereira, conhecido como “Palito”, vai ter que explicar à justiça os gastos desnecessários com viagens a Curitiba e Brasília.
A pequena cidade, que sempre se orgulhou de ter tido bons prefeitos, virou personagem de um roteiro conhecido da política brasileira: o das diárias que parecem viajar mais do que os próprios gestores.
Palito precisa explicar à Justiça uma denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná sobre o recebimento e pagamento de diárias consideradas irregulares. Segundo a ação, valores pagos para viagens oficiais não teriam comprovação adequada — algo que, em qualquer administração séria, deveria ser o básico do básico.
A conta, de acordo com a denúncia, passa dos R$ 45 mil em diárias questionadas. Pode parecer pouco nos cofres de uma capital, mas para um município pequeno, onde cada centavo deveria fazer diferença na saúde, na educação ou na infraestrutura, é dinheiro suficiente para levantar sobrancelhas — e muitas perguntas.
A população pergunta: Quem viajou? Para quê? O que trouxe de concreto para a cidade?
Diárias, na administração pública é recurso público destinado a cumprir missão oficial. Quando vira rotina sem transparência, deixa de ser instrumento administrativo e passa a cheirar a privilégio.
Grande parte da população está indignada com a situação porque espera, no mínimo, exemplo de zelo com o dinheiro que sai do bolso do contribuinte.
Essas viagens trouxeram desenvolvimento para Alto Paraná ou apenas carimbaram notas de diária?
O mais lamentável de tudo isso é que os vereadores da base do prefeito – cinco – negaram pedido da Câmara Municipal para a formulação de denúncia contra o chefe “Palito”.
Recentemente, “Palito” mandou cortar todas as árvores da Avenida Paraná, a principal artéria da cidade, além de todas as árvores centenárias da Praça Central, o que, também, causou revolta aos moradores da cidade.


