Ainda em 2026, devem ser concluídas as obras do novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, o maior da América Latina, localizado às margens da BR-277. Com 550 mil metros quadrados, o terminal ampliará a capacidade de comércio na tríplice fronteira — entre Brasil, Paraguai e Argentina — e ainda ajudará a desafogar o trânsito na área urbana da cidade, onde está localizado o atual Porto Seco.
O porto terá capacidade para receber dois mil caminhões por dia, 30% a mais do que o terminal em operação. O terminal faz parte das grandes obras estruturantes já concluídas ou em desenvolvimento, como a Ponte da Integração e a Perimetral Leste, que ampliam a relação com Paraguai e a Argentina, além da duplicação da Rodovia das Cataratas (BR-469) – um avanço considerável para o desenvolvimento do turismo na região, já que permite acesso mais fácil ao Aeroporto Internacional e ao Parque Nacional do Iguaçu, e também a outros atrativos muito procurados pelos visitantes, como o Parque das Aves, o Marco das Três Fronteiras e o Dreamland Museu de Cera.
O prefeito Silva e Luna (PL) visitou nesta quinta-feira (19), as obras do Porto Seco e afirmou que o projeto “representa uma mudança de patamar na mobilidade e no transporte de cargas da cidade e região, com grande potencial de fomentar o comércio internacional. Essa obra demonstra a confiança do setor privado em investir em Foz do Iguaçu”, destacou.
Mercosul
A empresa Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, está investindo R$ 550 milhões nas obras do Porto Seco. O projeto conta com apoio do Estado e da Receita Federal. Quando entrar em operação, o terminal deverá gerar 250 empregos diretos e permitirá a ampliação das operações logísticas e do comércio exterior entre Brasil, Paraguai e Argentina.
Ao lançar a pedra fundamental do projeto, em agosto de 2025, o governador Ratinho Júnior. destacou que o empreendimento “é um marco para a logística paranaense e brasileira, que vai trazer muito mais eficiência no escoamento e na entrada de cargas no Paraná, facilitando o comércio exterior e a fiscalização na tríplice fronteira”.
Para Silva e Luna, “Foz do Iguaçu vive um momento histórico. Estamos deixando de ser apenas um destino turístico internacional para nos consolidarmos como um dos principais centros logísticos do continente. O investimento no novo Porto Seco posiciona nossa cidade como protagonista no desenvolvimento econômico do Brasil e do Mercosul”, afirmou. Ele lembrou, porém, que os investimentos em infraestrutura não se resumem à macroeconomia. “Quando investimos em infraestrutura, estamos gerando emprego, renda e oportunidades. É desenvolvimento que chega de forma concreta para a nossa população”, disse.
O presidente do grupo Multilog, Djalma Vilela, afirmou que “este não é apenas um porto seco, mas um projeto de transformação logística. Estamos implantando uma estrutura com padrão internacional, capaz de atender a uma demanda crescente e tornar o Brasil mais competitivo no comércio exterior”. Ele complementou: “Foz do Iguaçu tem uma localização estratégica única. Nosso objetivo é transformar essa vantagem geográfica em eficiência logística e desenvolvimento econômico”.
A previsão é de que o novo terminal duplique a capacidade do atual Porto Seco, que, por sua vez, registrou movimentação histórica em 2025, de R$ 9,7 bilhões, superando os R$ 8,6 bilhões em 2024. Passaram pelo terminal 215 mil caminhões — 11,65% a mais que no ano anterior — e 5,15 milhões de toneladas de cargas foram processadas.


