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Inflação oficial avança em fevereiro. Educação lidera pressão de preços

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,70% em fevereiro no Brasil, enquanto em Curitiba e Região Metropolitana (RMC) foi mais moderado, chegando a 0,32% no mesmo período. Os dados foram analisados pela Fecomércio PR a partir das informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os grupos que mais pressionaram a inflação no país estão Educação, com alta de 5,21%, e Transportes, que subiu 0,74%. Juntos, esses dois segmentos responderam por aproximadamente 66% do resultado do mês, refletindo principalmente reajustes sazonais em mensalidades escolares e aumentos em serviços ligados à mobilidade.

Em Curitiba e RMC, a inflação também foi influenciada pelo grupo Educação, que apresentou aumento de 5,50%, seguido por Saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,62%. Entretanto, o item Transportes permaneceu estável na região, já o Vestuário apresentou queda de 0,84% em Curitiba, ajudando a conter a inflação regional. O recuo foi puxado principalmente pela redução no preço da roupa masculina (-1,96%), que exerceu impacto desinflacionário relevante no mês.

Inflação segue dentro da meta

No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA registra 3,81% no Brasil e 3,10% em Curitiba e RMC, permanecendo abaixo do limite superior da meta de inflação, fixado em 4,50%. Esse cenário indica estabilidade de preços ao longo do período. De acordo com o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi, a expectativa é de que a inflação oficial continue dentro do intervalo de tolerância da meta ao longo de 2026, com tendência de desaceleração gradual durante o ano.

Alimentos e serviços apresentam movimentos opostos

Segundo o IPCA, entre os itens que mais subiram no Brasil em fevereiro, destacam-se açaí (+25,29%), feijão-carioca (+11,73%), passagem aérea (+11,40%), Ensino Médio (+8,19%) e Ensino Fundamental (+8,11%). Já as maiores quedas foram registradas em produtos alimentícios e serviços específicos, como abacate (-24,35%), laranja-baía (-12,34%), limão (-8,84%), aluguel de veículo (-7,26%), mamão (-6,93%) e pimentão (-6,69%). Para Dezordi, os aumentos em Ensino Fundamental e Ensino Médio são pontuais e sazonais, associados ao reajuste anual das mensalidades escolares no início do ano letivo, que não deve se repetir nos próximos meses. Ele salienta que a inflação de serviços segue como um ponto de atenção, especialmente diante do mercado de trabalho aquecido.

Destaques de preços em Curitiba

Na capital paranaense e na Região Metropolitana, as maiores altas de fevereiro foram registradas em passagem aérea (+16,17%), seguro voluntário de veículo (+9,09%), Ensino Médio (+9,07%), Ensino Fundamental (+8,40%), creche (+7,91%) e pré-escola (+7,56%), também reforçando o impacto sazonal do início do ano letivo e de serviços ligados à mobilidade.

Já as principais quedas de preços na região foram observadas em mamão (-12,96%), melancia (-9,62%), manga (-8,18%), cinema (-7,92%) e cenoura (-7,43%), possivelmente ligadas às safras e abundância de oferta dos produtos no período.

Acumulado em 12 meses

Considerando o período de março de 2025 a fevereiro de 2026, os itens com maiores aumentos de preços no Brasil foram transporte por aplicativo (+30,57%), joias (+26,57%), chocolate (+26,36%), batata-doce (+25,50%), passagem aérea (+24,61%) e café solúvel (+22,85%).

Em Curitiba, destacam-se as altas de passagem aérea (+27,05%), chocolate (+24,69%), joias (+23,66%), óculos de grau (+18,02%), móveis para copa e cozinha (+16,92%), banana-d’água (+16,19%) e jogos de azar (+15,17%). “Seguindo a tendência nacional, em Curitiba e Região Metropolitana o item joia está pressionando os preços para cima em virtude da forte valorização do ouro e da prata no cenário mundial”, analisa Dezordi.

No Brasil, entre as maiores quedas de preço no período estão arroz (-27,86%), azeite de oliva (-24,09%), laranja-pera (-23,99%), alho (-23,46%), feijão-preto (-22,78%) e leite longa vida (-14,54%). Em Curitiba, também apresentaram reduções significativas arroz (-31,91%), laranja-pera (-27,35%), azeite de oliva (-24,31%), feijão-preto (-23,75%), ovo de galinha (-17,67%), leite longa vida (-16,54%), cebola (-15,87%) e tilápia (-11,29%).

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