O feminicídio da brasileira Ana Cristina Duarte, ocorrido na Itália em 2024, segue deixando marcas profundas, principalmente na vida de seus três filhos menores, que presenciaram o crime e hoje vivem em uma comunidade para órfãos no país.
A penúltima audiência do processo contra Ezio Di Levano foi realizada recentemente e trouxe elementos importantes para o andamento do caso. Durante a sessão, testemunhas próximas à vítima confirmaram o histórico de violência doméstica, relatando que Ana Cristina vivia sob constante medo e sofria agressões recorrentes por parte do marido.
Além disso, o interrogatório do réu foi marcado pela negação das acusações e pela ausência de qualquer demonstração de arrependimento. Ele contestou não apenas os relatos apresentados em juízo, mas também as denúncias feitas anteriormente pela vítima, os registros dos serviços sociais e os depoimentos dos próprios filhos.
Atuando na defesa da família, a advogada Renata Bueno acompanha de perto cada etapa do processo, reforçando o compromisso com a justiça e com a proteção das crianças envolvidas.
“Atuo na defesa dessa família, lutando por justiça e, acima de tudo, pela proteção e dignidade dessas crianças, que precisam de cuidado, acolhimento e um futuro seguro. Seguimos firmes, acompanhando cada etapa desse processo com responsabilidade e compromisso”, destaca.
O processo entra agora em sua fase final. No dia 15 de abril, o Ministério Público apresentará suas alegações, seguido, no dia 13 de maio, pela manifestação da defesa da família da vítima. Também será ouvida a parte civil que representa os interesses dos filhos.
A expectativa é de que a Justiça italiana se pronuncie em breve sobre o caso, que se tornou símbolo da luta contra a violência doméstica e o feminicídio, especialmente envolvendo mulheres estrangeiras.
O trabalho de Renata Bueno é desenvolvido em parceria com a advogada criminalista Francesca Conte, fortalecendo a atuação jurídica e o acompanhamento integral do caso.


