O deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária na Câmara Federal, Pedro Lupion, desta os avanços nas negociações junto ao Conselho Monetário Nacional, especialmente em relação à revisão das regras do PRODES no crédito rural.
As novas medidas trazem mais previsibilidade e evitam injustiças contra produtores regulares, disse o parlamentar.
De acordo com Lupion, o CMN prorrogou os prazos de exigência das regras ambientais conforme o porte da propriedade:
– janeiro de 2027 para imóveis acima de 15 módulos fiscais;
– julho de 2027 para imóveis entre 4 e 15 módulos;
– janeiro de 2028 para imóveis de até 4 módulos fiscais.
Informou ainda que passaram a ser aceitos novos documentos para comprovação de regularidade ambiental, como termos de compromisso ambiental e atos equivalentes à autorização de supressão vegetal.
As mudanças permitem que produtores que tiveram crédito recusado possam reapresentar suas propostas de financiamento.
A FPA segue atuando para garantir segurança jurídica, evitar bloqueios indevidos e defender quem produz, gera emprego e sustenta a economia brasileira.
O Agro em Maringá
A 52ª edição da Expoingá 2026 recebeu, nessa terça-feira (12), a 7ª edição do AGROJUR, um dos principais congressos de integração entre Direito e Agronegócio do país. O evento foi realizado no espaço Cresol Central, reunindo estudantes, profissionais, autoridades e representantes do setor agropecuário para discutir temas estratégicos ligados ao cenário jurídico e econômico brasileiro.
Promovido pela S.R.M Jovem, o fórum já se consolidou como referência nacional ao aproximar o universo jurídico das demandas do agronegócio. Nesta edição, a programação contou com a participação do senador Sergio Moro, além de especialistas convidados para debater assuntos como segurança jurídica, recuperação judicial, relações trabalhistas e os impactos das decisões do Supremo Tribunal Federal no setor produtivo.
Membro da Rural Jovem e uma das organizadoras do evento, Aretha Soler Vilas Boas destacou a importância do congresso para o debate sobre as principais dores enfrentadas pelo produtor rural.
“É o maior evento jurídico agro que temos aqui. É uma realização participar e trazer nomes relevantes do Direito, da política e do agro para compartilhar não apenas com profissionais da área jurídica, mas com toda a sociedade os desafios enfrentados pelo produtor rural”, afirmou.
Entre os principais temas abordados estiveram as discussões sobre mudanças nas relações trabalhistas, como o debate sobre a escala 6×1, os impactos das decisões de constitucionalidade do STF e o crescimento das recuperações judiciais no agronegócio.
O presidente da Sociedade Rural de Maringá, Henrique Pinto, também ressaltou a importância do AGROJUR dentro da programação da feira e destacou o papel da juventude na construção das iniciativas desenvolvidas nesta edição da Expoingá.
“O AGROJUR mostra a força da integração entre o agronegócio e o meio jurídico. É um evento que traz debates extremamente importantes para o setor e reforça o compromisso da Expoingá com a produção de conhecimento. E tudo isso só é possível graças ao trabalho da juventude, que tem sido essencial em todas as ações desta edição, trazendo inovação, dedicação e novas ideias para a feira”, afirmou.
A presidente da Sociedade Rural Jovem, Vanessa Vargas, destacou a importância da participação dos estudantes no congresso e o papel do AGROJUR na aproximação entre a sociedade e os desafios enfrentados pelo agronegócio.
“A maioria das pessoas que temos aqui são estudantes e, para nós, a Expoingá é o grande momento de abrir nossas portas para mostrar um pouco do que fazemos e das dificuldades que enfrentamos. O AGROJUR existe para isso: para que possamos desmistificar muitas questões do agro. Quero agradecer a todos os presentes e acredito que todos que saírem daqui sairão transformados”, declarou.


