O pré-candidato ao Palácio Iguaçu, Sandro Alex, poderá ficar, literalmente, sem pai nem mãe nos próximos dias. Sua principal sustentação política tem sido o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alexandre Curi, pré-candidato ao Senado, que vem o apresentando a prefeitos e lideranças em diversas regiões do Estado. Se Curi reduzir o ritmo das agendas ou decidir tirar férias com a família no exterior, Sandro Alex ficará restrito ao apoio da turma do terceiro andar — e aos churrascos promovidos por Márcio Nunes.

Vaga para Alvaro no Senado e Greca na vice-governadoria
No fim da tarde desta segunda-feira (22), interlocutores do governador Ratinho Junior enviaram um recado às lideranças do MDB: a oferta seria uma vaga ao Senado para Alvaro Dias ou a vice-governadoria para o pré-candidato Rafael Greca.
Quem conhece Greca sabe que, para ele, essa composição não atende aos seus objetivos. Sua expectativa continua sendo a de convencer Ratinho Junior a rever a posição atual e apoiar sua candidatura ao Governo do Estado. Greca ganhou fôlego político no último sábado, quando foi oficialmente lançado como pré-candidato ao Palácio Iguaçu, em evento que contou com a presença e o respaldo do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.

Movimento: Greca e Barros conversam
Também nesta segunda-feira, no início da noite, Greca recebeu uma ligação do deputado Ricardo Barros (Progressistas). O conteúdo da conversa não foi divulgado. Barros, contudo, certamente acompanha com atenção redobrada — e olhos de águia — cada movimento do ex-prefeito na corrida eleitoral.

O ex-governador Orlando Pessuti disse a este jornal que a conversa com a equipe do governador Ratinho Junior foi muito boa e proveitosa, mas, no momento, o MDB continua com candidatura ao Governo do Estado. “Isto é histórico do MDB em ter candidatura própria. Lembro que nas últimas décadas o partido teve seis governadores. Acredito que se não houver um acordo no primeiro turno, haverá uma aliança com Ratinho Junior no segundo turno. Estamos procurando novos parceiros, como Ricardo Barros do Progressistas e Beto Richa, do PSDB”, pontuou Pessuti.



