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Sem hexa, mas de olho na decisão: veja como o brasileiro se prepara para a final da Copa

Fora do Mundial desde as oitavas, torcedor brasileiro já escolheu lado e se prepara para acompanhar Argentina e Espanha neste domingo (19), no MetLife Stadium

A Copa do Mundo de 2026 chega ao seu capítulo final neste domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, nos Estados Unidos. Argentina e Espanha vão duelar pelo título da primeira edição do torneio disputada com 48 seleções, e mesmo sem a camisa canarinho em campo, o Brasil promete parar para assistir.

A ausência dói, mas não tira o apetite do torcedor brasileiro por futebol de alto nível. Depois de mais um Mundial sem o tão sonhado hexacampeonato, o país aprendeu, mais uma vez, a torcer de fora — e a fazer isso com paixão, seja pelo estilo de jogo, pela rivalidade continental ou simplesmente pelo gosto de ver uma grande decisão.

Uma eliminação que ainda dói

A queda brasileira aconteceu ainda nas oitavas de final, no dia 5 de julho, também no MetLife Stadium. A seleção comandada por Carlo Ancelotti foi derrotada por 2 a 1 pela Noruega, em uma partida na qual Erling Haaland decidiu com dois gols no segundo tempo. Neymar ainda descontou de pênalti nos acréscimos, mas não foi suficiente para evitar mais uma frustração precoce.

O resultado ampliou o jejum de títulos mundiais do Brasil, que não levanta a taça desde o pentacampeonato, em 2002. Levantamentos feitos logo após a eliminação mostraram um torcedor dividido entre o pessimismo e a esperança: parte considerável do público chegou a duvidar que o país volte a ser campeão algum dia, enquanto outra parcela já projeta a reconstrução para o ciclo que mira a Copa de 2030.

Apesar da decepção, o entusiasmo pelo Mundial não desapareceu. Como costuma acontecer mesmo nos anos em que o Brasil decepciona dentro de campo, o torcedor segue de olho na fase final da competição, curioso para ver quem vai erguer a taça em solo norte-americano.

O caminho até a decisão

Do lado argentino, a caminhada até a final reforçou o status de favorita da atual campeã mundial. Depois de larga vantagem na fase de grupos, puxada por uma atuação de gala de Lionel Messi, a Albiceleste precisou da prorrogação para superar a Suíça nas quartas de final. Na semifinal, em mais um confronto de tradição contra a Inglaterra, os argentinos sofreram, saíram atrás no placar, buscaram o empate no fim do jogo e viraram nos acréscimos para confirmar a vaga na decisão.

Já a Espanha chegou à final como uma das seleções mais sólidas do torneio. Atual campeã europeia, a Fúria superou Áustria, Portugal e Bélgica no mata-mata antes de bater a França por 2 a 0 na semifinal, em uma atuação segura que colocou fim à sequência de duas finais consecutivas dos franceses.

O confronto entre argentinos e espanhóis também guarda um dado histórico: será a primeira vez que dois atuais campeões continentais se enfrentam em uma final de Copa do Mundo, o que reforça o peso e a expectativa em torno da partida.

Torcida dividida, paixão em alta

Sem o Brasil na disputa, é natural que parte da torcida brasileira escolha um dos dois finalistas para apoiar neste domingo. A admiração histórica por Messi e a torcida por um adversário direto da Europa tendem a pesar a favor da Argentina para uma parte do público; já o futebol envolvente exibido pela Espanha ao longo do torneio conquistou outra fatia de admiradores por aqui.

Mais do que escolher um lado, o que se vê é um torcedor que não abre mão de acompanhar o desfecho de uma Copa do Mundo, mesmo depois de uma eliminação dolorosa. Bares, casas de show e espaços públicos que se prepararam para reunir multidões durante os jogos do Brasil seguem funcionando para transmitir as partidas finais do Mundial, prova de que o clima de Copa continua vivo, ainda que sem a expectativa do hexa.

Enquanto a bola não rola no MetLife Stadium, a Seleção Brasileira já projeta os próximos passos. Com Ancelotti confirmado à frente do time rumo a 2030, a reconstrução do elenco deve ganhar força nos próximos meses — mas isso já é assunto para depois da festa de encerramento deste domingo, quando o mundo vai conhecer o 23º campeão da história das Copas.

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