Por Arilson Chiorato, deputado estadual
Ao defender que eventuais tarifas contra produtos brasileiros fossem aplicadas apenas depois das eleições, Flávio Bolsonaro (PL) deixou claro que coloca seus interesses pessoais e eleitorais acima do Brasil. A declaração contrasta com o momento vivido pela economia brasileira, que voltou a crescer, reduziu o desemprego, recuperou o poder de compra da população e voltou a produzir resultados positivos sob o Governo Lula (PT).
A fala de do TariFlávio é clara. Em nenhum momento ele, de fato, se colocou no lugar dos produtores rurais que serão taxados, apenas tenta evitar desgaste político antes das eleições de outubro. Depois da votação, na avaliação dele, tudo bem o Brasil e os brasileiros serem prejudicados.
Essa posição ajuda a explicar o momento vivido pelo bolsonarismo. Sem um projeto para apresentar ao Brasil, seus principais líderes passaram a apostar na desinformação, nas fake news e na tentativa de convencer a população de que o país vai mal.
Os fatos, porém, mostram exatamente o contrário. O desemprego caiu ao menor nível da série histórica. O Brasil voltou a crescer acima das expectativas, registrou um dos maiores desempenhos econômicos do mundo no último trimestre, saiu novamente do Mapa da Fome e alcançou o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de sua história, conforme reconhecimento da Organização das Nações Unidas (ONU).
Esses resultados são fruto de escolhas políticas do Governo Lula que melhoraram a vida da população. A política de valorização do salário mínimo acima da inflação ampliou o poder de compra das famílias. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil colocou mais dinheiro no bolso dos trabalhadores. Os programas Descomplica e Descomplica 2.0 também permitiram que milhões de brasileiros renegociassem suas dívidas e recuperassem a capacidade de consumir.
Esses resultados são concretos. Ainda assim, o bolsonarismo insiste em negar a realidade. Depois de negar a ciência durante a pandemia, agora resolveu negar até a matemática. Os indicadores estão disponíveis para qualquer cidadão, mas continuam sendo ignorados por quem prefere alimentar uma narrativa baseada no caos.
Essa postura revela outra dificuldade. Depois de governar o Brasil por quatro anos, o bolsonarismo segue sem apresentar propostas para o futuro. Em vez de discutir emprego, desenvolvimento, renda, educação ou saúde, insiste em repetir ataques, espalhar mentiras e transformar a política em um espaço de agressões.
A cada debate fica mais evidente essa ausência de projeto. O discurso continua limitado aos mesmos ataques ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores. Falta apresentar soluções para os problemas do país e sobra disposição para criar uma realidade paralela.
Mas o povo brasileiro sabe comparar governos. As famílias percebem quando conseguem comprar mais, quando encontram emprego, quando a renda melhora e quando a qualidade de vida avança. A experiência de quem trabalha vale muito mais do que qualquer fake news compartilhada nas redes sociais.
O Brasil ainda enfrenta desafios importantes. Nenhum governo resolve todos os problemas de uma só vez. Mas negar os avanços conquistados desde 2023 significa faltar com a verdade.
O debate político precisa ser feito com honestidade e compromisso com os interesses nacionais. O Brasil merece representantes que defendam seu povo, sua economia e sua soberania, e não por políticos que coloquem seus objetivos eleitorais acima do país.


