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Faep critica postura do governo em relação à nova tarifa americana

A partir de 22 de julho, os Estados Unidos aplicarão uma tarifa adicional de 25% a parte dos produtos brasileiros importados pelo país. A medida afeta itens relevantes na agropecuária do Paraná, como algumas proteínas animais, frutas, lácteos, produtos florestais, couro, hortaliças, entre outros. Diante desta situação, o Sistema FAEP observa com preocupação a falta de ação por parte do governo federal, na tentativa de reverter o cenário.

A nova tarifa foi anunciada no início de junho, há mais de 40 dias, e o governo federal não fez nada, não abriu um canal de negociação com os Estados Unidos. Ou seja, simplesmente deixou acontecer, quando poderia preservar nossos acordos comerciais e minimizar os impactos sobre quem trabalha no campo. Novamente, o governo brasileiro se mostrou despreparado e inoperante”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “O setor agropecuário segue desamparado, sem apoio do governo federal e com políticas públicas ineficazes”, complementa.

Entre janeiro e junho de 2026, o Paraná exportou U$ 301 milhões para os EUA, com destaque para produtos florestais (U$ 172 milhões), couros (U$ 17 milhões) e complexo sucroalcooleiro (U$ 10,1 milhões).

“Os Estados Unidos são um importante parceiro comercial para o agro do Paraná. Precisamos que a relação siga forte, com negócios e operações que permitam que os produtos paranaenses entrem no mercado norte-americano”, Meneguette.

A proposta de taxação partiu do Escritório de Comércio dos EUA, após uma investigação do órgão concluir que o Brasil adota “práticas comerciais desleais”. A investigação aconteceu no âmbito da Seção 301, mecanismo legal dos EUA que permite investigar e retaliar países cujas políticas sejam consideradas prejudiciais aos interesses comerciais norte-americanos. Entre as práticas apontadas no documento, estão o uso do PIX como método de pagamento, a pirataria e uma suposta falta de fiscalização e de regulamentações ambientais, o que contribuiria para o desmatamento ilegal.

O relatório afirma que áreas desmatadas ilegalmente seriam utilizadas para atividades agropecuárias, o que proporcionaria às exportações do agronegócio brasileiro uma vantagem competitiva considerada injusta.

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