Tragédia ocorreu na madrugada desta quarta (19) na BR-373, que ficou interditada. Veículo da Secretaria de Saúde de Imbituva transportava pacientes para Curitiba. Governo decretou luto de três dias.
Acidente entre uma carreta e um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Imbituva, da região Centro-Sul/ Campos Gerais, ocasionou a morte de 23 pessoas e deixou outras cinco feridas, que foram internadas em hospitais de Ponta Grossa. A tragédia ocorreu por volta das 3h30 da madrugada desta quarta-feira (19) no km 209 da BR-373, perto da cidade de Ipiranga. O coletivo transportava pessoas que seriam atendidas em hospitais da Grande Curitiba e também acompanhantes.
Os dois sentidos na rodovia ficaram totalmente interditados, o que ocasionou a formação de filas quilométricas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, havia a expectativa de que o trânsito pudesse ser restabelecido por volta de 10h30 da manhã desta quarta. Foi o mais trágico acidente ocorrido nos últimos anos em rodovias paranaenses, com letalidade ainda maior que o desastre envolvendo um ônibus com turistas em janeiro de 2021, na BR-376, em Guaratuba. Na ocasião, 19 pessoas perderam a vida.
O Governo do Paraná decretou luto oficial de três dias em razão do gravíssimo acidente na BR-373. “O Estado lamenta as mortes no acidente e manifesta solidariedade às famílias das vítimas deste episódio trágico. As vítimas socorridas estão sendo encaminhadas para o Hospital Regional dos Campos Gerais”, assinalou em nota divulgada na manhã desta quarta, reforçando que “o Estado colocou sua estrutura no atendimento da ocorrência”. Além do Corpo de Bombeiros Militares do Paraná (CBMPR), que faz o resgate das vítimas, equipes da Polícia Científica do Paraná (PCP) e da Polícia Civil (PCPR) continuavam no local. O trabalho de identificação será feito na sede da PCP em Ponta Grossa.
O próprio governador Ratinho Júnior (PSD) lamentou o acidente em publicação nas redes sociais: “O Paraná amanhece de luto”. Mais diante, destacou que as forças de segurança do Estado trabalham para esclarecer as causas do acidente.
A prefeitura de Imbituva, município da 180 km de Curitiba, também decretou luto oficial de três dias e autorizou a suspensão de expediente em algumas repartições públicas nesta data. O prefeito Bertoldo Rover (PSD) e o secretário municipal da Saúde, José Valdenei Menon, lamentaram a tragedia com os munícipes e disseram que a administração criou um serviço para atendimento aos familiares das pessoas que estavam no ônibus acidentado. Contudo, ainda não definiu como será o velório e o sepultamento das vítimas que residiam na cidade. Também outros municípios vizinhos emitiram nota de pesar e solidariedade.
As vítimas
O número de mortos no acidente foi infirmado pela Via Araucária, concessionária responsável pela administração da rodovia, e pela PRF (Polícia Rodoviária Federal). De acordo com as fontes, as vítimas fatais são 21 adultos (13 mulheres e oito homens) e duas crianças. O motorista da carreta está entre os mortos, além de 22 pessoas que estavam no ônibus. Os corpos deixaram o local em um comboio de seis caminhões do IML pouco após as 9h15 da manhã.
Cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas a hospitais de Ponta Grossa. São elas: uma menina de nove anos, uma mulher de 26 e três homens, de 22, 49 e 50 anos. Os estados de saúde não foram divulgados até o final da manhã, assim como os nomes das pessoas que perderam a vida. Os corpos seguiram ao IML de Ponta Grossa, onde será concluído o trabalho de identificação.
Circunstâncias
De acordo com o levantamento preliminar dos patrulheiros da PRF, a carreta teria invadido a contramão e atingido de frente o micro-ônibus. O veículo de carga, com placa de Erechim (RS), havia partido de Carambeí e tinha Prudentópolis como destino.
O coletivo, por sua vez, tinha partido de Imbituva durante a madrugada e deveria chegar logo no início da manhã em dois grandes hospitais, onde parte dos passageiros tinha agenda de atendimento, tratamento e exames. Das 27 pessoas que estavam no micro-ônibus, incluindo o condutor, algumas eram apenas acompanhantes dos pacientes. A maioria era residente em Imbituva, sendo que algumas procediam de municípios vizinhos.



