Jackson Nascimento, um dos nomes mais importantes da história do Athletico, morreu na madrugada desta quarta-feira (9), aos 102 anos, em Camboriú, no litoral de Santa Catarina. O ex-jogador estava em casa e, segundo informações da família, vinha enfrentando dificuldades para se alimentar e engolir nos últimos dias.
Nascido em 24 de agosto de 1924, no mesmo ano da fundação do Athletico, Jackson construiu praticamente toda a carreira no clube. Ele chegou às categorias de base ainda jovem e passou ao futebol profissional na década de 1940. Com 150 gols, aparece atualmente como o segundo maior artilheiro da história rubro-negra, atrás apenas de Barcímio Sicupira, que tem 158.
Um dos capítulos mais marcantes de sua trajetória aconteceu em 1949. Jackson fazia parte da equipe que conquistou o Campeonato Paranaense e ficou conhecida como Furacão, apelido que se tornou uma das principais marcas do clube. Ele também formou uma importante dupla ofensiva com Cireno durante aquele período.
Em 1950, Jackson deixou o Athletico para defender o Corinthians. No clube paulista, disputou 57 partidas e marcou 35 gols, além de conquistar o Campeonato Paulista de 1951. A passagem pelo futebol paulista, porém, terminou alguns anos depois, e o jogador retornou a Curitiba em 1953.
A ligação com o Athletico continuou mesmo depois do fim da carreira dentro de campo. Jackson participou de outras atividades no clube e recebeu homenagens ao longo dos anos. No centenário do Athletico, em 2024, foi lembrado em uma celebração na Arena da Baixada, reforçando a importância de sua trajetória para a história rubro-negra.
O corpo de Jackson será levado para Curitiba, onde está previsto o sepultamento no Cemitério Água Verde. O Athletico ofereceu a Arena da Baixada para a realização do velório, mas a definição ficará a cargo da família. Com a morte de Jackson, o futebol paranaense perde uma das últimas testemunhas de uma geração que ajudou a construir a identidade do clube.


