Enquanto alguns candidatos ao Governo do Estado preferem não participar de debates – talvez por receio de desgastes ou confronto mesmo – os postulantes ao Senado Federal estiveram presentes nesta quarta-feira (09), no encontro promovido pela Band Curitiba. Gleisi Hoffmann (PT) e Deltan Dallagnol (Novo) foram protagonistas de um autêntico e nervoso debate, com acusações de ambos os lados.
“Você fraudou a Lei da Ficha Limpa. Foi condenado por unanimidade pelo TSE. Está inelegível, está ilegal, porque é ficha suja”, fulminou Gleisi ao questionar Deltan, que teve sua aprovação, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná como elegível podendo, portanto, participar das eleições.
As “saidinhas” de presos
Deltan abriu o embate questionando Gleisi sobre votações relacionadas às chamadas “saidinhas” de presos. Para sustentar a crítica, citou um caso ocorrido em Santo Antônio da Platina, no Norte do Paraná, envolvendo um homem que teria cometido crimes após deixar a prisão. “Por que você preferiu proteger a liberdade de um bandido em vez de proteger as nossas paranaenses?”, questionou Deltan.
Também sobrou pedradas para o candidato do PL, Filipe Barros, quando a candidata cobrou a origem do projeto apresentado pelo deputado para aumentar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, medida que beneficiava o Banco Master e Daniel Vorcaro”.
Grandes temas nacionais

Diante dos embates que estão em jogos as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), à Presidência da República, transformados em polarização e confronto nacional entre as duas siglas, outros candidatos ao Senado Federal preferiram mostrar propostas de atuação no Congresso Nacional em benefício do Paraná.
Foi o caso do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), que usou seu espaço para perguntas, respostas e réplicas, para apresentar propostas e se posicionar sobre os grandes temas nacionais, além de defender que o Paraná eleja um senador que conheça as necessidades do estado e que tenha a defesa do Paraná como prioridade. Enquanto o debate parecia monotemático por parte dos adversários, Alexandre conseguiu discutir infraestrutura, segurança pública, saúde e, também, a crise institucional que atravessa o Supremo Tribunal Federal.


